MPSP denuncia 16 por esquema ligado ao PCC que movimentou R$ 26 bilhões e envolveu distribuidoras em MS

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Investigação aponta sete distribuidoras em Iguatemi usadas na adulteração de combustíveis, lavagem de dinheiro e sonegação de mais de R$ 200 milhões em impostos

TaNaMidiaNavirai –

O MPSP (Ministério Público de São Paulo) denunciou 16 alvos da Operação Carbono Oculto, considerada a maior ofensiva contra a infiltração do PCC na economia formal. O grupo é acusado de usar distribuidoras em Mato Grosso do Sul em esquema bilionário de ocultação de bens e lavagem de dinheiro do crime organizado.

s investigações chegaram a MS por ter sido usado como um braço logístico e empresarial da facção no setor de combustíveis. Mandados foram cumpridos no Estado em várias fases das investigações, que identificaram sete distribuidoras em Iguatemi.

O esquema funcionava com a compra legal e importação irregular de insumos — como a nafta petroquímica e o metanol —, que eram desviados do destino declarado para serem misturados ilegalmente à gasolina e ao etanol vendidos aos consumidores. Além do lucro com a adulteração, o grupo gerou uma sonegação fiscal estimada em mais de R$ 200 milhões em impostos.

MS tornou-se peça estratégica do grupo

Apurações decorrentes das operações Carbono Oculto, Fluxo Oculto e Alquimia (que cumpriram mandados de busca e apreensão no Estado) revelaram como o crime organizado fincou raízes em Mato Grosso do Sul.

As investigações revelaram que o grupo controlava ao menos sete distribuidoras em MS, administradas por pessoas ligadas ao núcleo de Mohamad Hussein Mourad, o “Primo”, que está foragido.

Além disso, o Estado era considerado um entreposto logístico importante para transporte e desvio dos insumos químicos, fazendo parte da cadeia que ia de usinas de etanol/cana-de-açúcar locais até redes de postos.

A Carbono Oculto também identificou uma rede de empresas sediadas em MS e operadas por intermediários locais que atuavam na lavagem de dinheiro para pulverizar parte dos R$ 26 bilhões movimentados pelo grupo.

Confira os 16 denunciados pelo MPSP:

  • Admar de Carvalho Martins (vulgo “Dema”);
  • Cesar Cirne Leal;
  • Ed Charles Giusti;
  • Edson da Silva Santos;
  • Everton Felipe de Barros (vulgo “Soró”);
  • Filipe Studzinski de Souza;
  • Fernando de Matos Gutierres;
  • Giosimar Jose Caldato;
  • Giovani Dadalt Crespani;
  • José Frederico Modolin Filho;
  • Murilo Foresto de Souza;
  • Roberto Augusto Leme da Silva, (vulgo “Beto Louco”);
  • Rodrigo Augusto Alves de Carvalho Bortone;
  • Ruy Azevedo Gutierres;
  • Thiago Gomes Ribeiro;
  • William Lopes da Silva Júnior.

Entre os denunciados, Cesar Cirne Leal é empresário proprietário da Oreonn – Indústria e Comércio de Oleos Vegetais e Químicas LTDA, que possui uma filial em Dourados/MS.

Os denunciados responderão pelos crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro, além de desdobramentos por adulteração de combustíveis, fraudes contra o consumidor, falsidade documental e crimes fiscais.

A Justiça de São Paulo analisa o recebimento da denúncia, enquanto a Polícia Federal e a Promotoria mantêm as buscas para localizar os investigados foragidos e desarticular os CNPJs que ainda operavam no mercado de combustíveis em MS e outros quatro estados.

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