A profundidade e a sensibilidade de perder um animal de estimação nos dias atuais

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Foto: Carina Yano/Tv Sobrinho

Carina Yano/Tv Sobrinho –

Parece que a morte insiste em nos visitar, né?

Estamos vivendo e de repente tropeçamos nela novamente.

Por mais que eu reflita e escreva sobre a morte, não importa, ela ainda vai nos pegar de surpresa e nos deixar sentados em uma esquina qualquer.

Nesses momentos eu não tenho a necessidade de querer entender nada, só sentir.

Tem uns que dizem que chorar não resolve nada, mas o que mais eu posso fazer?

Nada vai trazer o Donnie de volta, só me resta encontrar um ralo para poder desaguar o oceano que habita em meu peito.

Tive o privilégio de acompanhar o início da vida dele. Ele fazia muito xixi na caixinha rs e lembro achar curioso como era o cocô de um coelho. Lembrava o cereal nescal.

É tão estranho lembrar disso agora, porque parece que passou tão rápido.

Era pra você viver mais, Donnie. Só foram cinco anos e meio de vida.

Foto: Carina Yano/Tv Sobrinho

Honestamente, me sinto um pouco culpada. Talvez deveria ter dado mais atenção a ele. Sabia da sua sensibilidade, mas não sabia que era tão intensa.

Não havia ferimentos. Donnie apenas se assustou com um gato que estava tentando o atacar.

Não tenho raiva do gato. Isso é só o instinto animal.

A vida acontecendo em meio a selvageria. Sem julgamentos, drama ou culpa.

E nós seres humanos, temos a necessidade de criar um significado e sentido a tudo.

Provavelmente seja por isso que estou escrevendo. Clarice Lispector já dizia: “Eu escrevo como se fosse para salvar a vida de alguém. Provavelmente a minha própria vida“.

O que me conforta, é saber que ele foi bem cuidado pelos meus pais enquanto estive longe.

Ele foi feliz no paraíso que meus pais moram… cheio de natureza, árvores frutíferas, afeto e uma energia boa demais.

Foto: Carina Yano/Tv Sobrinho

Eu gostava de apertar ele, mas com o tempo ele começou a fugir de mim rs, pelo jeito ele não era muito de frescura com muito carinho.

Minha mãe sempre dava couve para ele e adorava banana, e a famosa cenoura ralada, SIM, cenoura ralada que meu pai insistia em fazer (já sabemos quem foi que mimou ele né).

Inclusive, depois da minha mãe ler esse texto para o meu pai, ele se emocionou da forma mais sutil e discreta possível.

Isso me tocou profundamente porque meu pai não é de mostrar seus sentimentos. Sempre firme como uma rocha.

Mas não seria diferente. Sua conexão com o Donnie era mais forte do que eu podia imaginar.

Essas experiências nos atravessam de forma dilacerante. Particularmente falando, nos últimos tempos passei por uma série de lutos, seja de animais, relacionamentos, trabalhos etc.

Como diz o cantor Erasmo Carlos: “É preciso dar um jeito, meu amigo”.

Obrigada por tudo, Donnie. Que você esteja em paz e com os anjos!

Sinto muito.

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