Rota da Celulose começa a operar, mas pedágio só será cobrado daqui a 12 meses

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Trecho da rodovia BR-262 que compõe a Rota da Celulose em MS (Foto: Saul Schramm)

Empresa poderá exigir pagamento dos usuários após concluir reparos, instalar bases e ativar serviços

Kamila Alcântara e Fernanda Palheta/Campo Grande News –

Apesar do início oficial da operação da Rota da Celulose nesta segunda-feira (2), os motoristas que trafegam pelas rodovias concedidas ainda não pagarão pedágio. A cobrança só poderá começar daqui a 12 meses e apenas se a concessionária cumprir uma série de obrigações previstas em contrato. A informação foi confirmada pelo diretor-presidente da Caminhos da Celulose, Luiz Fernando de Donno, em entrevista à reportagem.

Segundo ele, o contrato estabelece um período inicial dedicado à implantação de estrutura, serviços e melhorias nas rodovias antes de qualquer cobrança.

“Para o início da cobrança de pedágio, nós teremos que cumprir os chamados trabalhos iniciais. Existe uma gama de implementações e projetos que devem ser cumpridos antes”, afirmou.

Entre as exigências estão a instalação de equipamentos, bases operacionais, veículos de atendimento, serviços de socorro médico e mecânico, além da reabilitação do pavimento.

Luiz Fernando explicou que a cobrança só poderá ser solicitada após o 12º mês de contrato e depende da comprovação de que todas essas etapas foram concluídas.

“Se todas as obrigações contratuais forem cumpridas até lá, aí sim a gente fará a solicitação para o início da cobrança de tarifa”, disse. Na prática, isso empurra qualquer pedágio para, no mínimo, fevereiro de 2027.

diretor-presidente da Caminhos da Celulose, Luiz Fernando de Donno (Foto: Marcos Maluf)

A concessão, que terá duração de 30 anos, abrange cerca de 870 quilômetros das rodovias MS-040, MS-338, MS-395, BR-262 e BR-267. Na apresentação feita no auditório da Governadoria, a concessionária destacou que os primeiros 100 dias de contrato serão voltados a reparos emergenciais em aproximadamente 150 quilômetros de pavimento, além da organização da operação ao longo do corredor logístico.

Sobre os valores, o diretor-presidente reforçou que a tarifa não será única e dependerá do trecho percorrido. “O valor vai variar, porque nós temos trechos de cobertura diferentes, cada um com um valor específico”, explicou, estimando cobranças na faixa de R$ 15 a R$ 15,50 por ponto. Ele também ressaltou que usuários frequentes e motoristas que utilizarem tag eletrônica terão desconto, incluindo abatimento de 5% para quem optar pelo sistema automático.

Enquanto isso, a concessionária atua sem cobrança direta ao usuário, em uma fase que, segundo o contrato, serve justamente para preparar a rodovia para o modelo de pedágio eletrônico e para a execução das melhorias previstas.

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