
Dia Mundial de Conscientização do Autismo é celebrado hoje (02)
Carina Yano/Tv Sobrinho –
Na noite desta quarta-feira, às 19h, acontece o Programa Pensando Nisso com o psicólogo, Thiago Moreira. O tema central será sobre o Dia Mundial de Conscientização do Autismo – celebrado no dia 02 de abril.
As convidadas da noite serão: Luana Mostachio (proprietária e técnica na KidSaber); Lidiane Lima (presidente da AUPAM – Associação de Pais Amigos dos Autistas de Mundo Novo) e Elizete Carneiro (pioneira na criação da AUPAM).
A transmissão será ao vivo pelo Facebook da Tv Sobrinho.
Saiba mais sobre a TEA
O dia 2 de abril foi instituído em 2007 pela ONU (Organização das Nações Unidas) como Dia Mundial de Conscientização do Autismo.
De acordo com o CDC (Center of Diseases Control and Prevention), órgão ligado ao governo dos Estados Unidos, uma criança a cada 44 nascidas tem o TEA (Transtorno do Espectro Autista), mostrando incremento significativo ao longo do tempo. Há alguns anos, ocorria um caso para cada 500 crianças. A estimativa é que, em todo o mundo, 70 milhões de pessoas tenham TEA, sendo 2 milhões no Brasil.
Incidência e prevalência: o autismo é 3,8 vezes mais frequente em meninos — cerca de 4% deles têm a condição. Temos a cada 4 meninos 1 menina do espectro. Em 2023 porcentagem de meninas com autismo superou a casa de 1%. Sabemos que 70% de crianças autistas apresentam deficiência intelectual e 30% inteligência na média, média superior e superior.
É mais correto falar em Transtorno do Espectro Autista (TEA), pois não há só um tipo de autismo, mas muitos subtipos, que se manifestam de uma maneira única em cada pessoa.
Tão abrangente que se usa o termo “espectro”, pelos vários níveis de comprometimento — há desde pessoas com outras doenças e condições associadas (comorbidades), como deficiência intelectual e epilepsia, até pessoas independentes, com vida comum, algumas nem sabem que são autistas.
O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é uma condição de saúde caracterizada por déficit em duas importantes áreas do desenvolvimento: comunicação e interação social. Trata-se de um transtorno do neurodesenvolvimento e ao contrário de pessoas com outras síndromes, como a síndrome de Down, o autista não possui características que podem ser identificadas pelo olhar.
Por isso, o autismo é considerado uma deficiência invisível e é comum autistas com baixa necessidade de suporte ouvirem a expressão: “nem parece autista” e podem até mesmo sofrer bullying ou constrangimentos por isso.
Os impactos do transtorno podem depender do grau de diversidade: No nível de suporte 1, as pessoas podem depender menos de apoio externo no dia a dia para realizar as tarefas cotidianas; No nível 2, a pessoa pode precisar de um pouco mais de apoio nas Atividades da Vida Diária (AVDs), como comer, trocar de roupas ou tornar banho.
Podem apresentar sensibilidade ao toque, atraso na fala, pouco ou nenhum contato visual, entre outros; No nível 3, precisam de apoio substancial nas tarefas do dia a dia, desde as mais simples até as mais complexas. Apresentam graves déficits na comunicação e interação social e nos padrões de comportamentos restritos e repetitivos.
Em relação a causa do autismo, evidências científicas apontam que não há uma causa única, mas sim a interação de fatores genéticos e ambientais.
“O TEA continua sendo uma ‘caixa de pandora’: sabemos que a genética é soberana, mas algumas vezes não encontramos uma causa hereditária”, explica Patrícia Braga. “Pegamos aquele baú de coisas que, de acordo com a literatura, poderiam estar relacionadas com o TEA e criamos um questionário para tentar entender quais situações estariam envolvidas ali que poderiam ter ajudado a ter aquele desfecho”, citou Patrícia Beltrão Braga – doutora em Biologia Molecular e pesquisadora da SPPU.
O símbolo do Transtorno do Espectro Autista é o quebra-cabeça, que denota sua diversidade e complexidade — criado em 1963 pela National Autistic Society, no Reino Unido.
Outro símbolo utilizado é o infinito, representando a neurodiversidade e a diversidade de expressão. Já o Girassol representa a luz e o crescimento de uma pessoa autista.
Fonte: IFMG / Jornal da USP
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