Governo do Brasil promulga decreto sobre Localidades Fronteiriças e municípios permanecem sem nenhum apoio financeiro

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Divisa Mundo Novo e Salto del Guayrá (foto: Google Maps)

Guaíra, Mundo Novo, Japorã, Sete Quedas e Paranhos vê regulamentado uma realidade de atendimento que já existe e continuam sem compensação econômica

Jandaia Caetano/Tv Sobrinho –

O Governo do Brasil promulgou o decreto 12.948, que estabelece as Localidades Fronteiriças Vinculadas, em acordo do Mercosul entre Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, de dezembro de 2019. A publicação saiu nesta terça-feira (28) e o texto já havia sido aprovado no Congresso nacional em novembro último.

Em suma, fica facilitado o direito dos moradores da fronteira que residem no país vizinho, com acesso a Saúde, Educação e direitos trabalhistas, além de incentivar a cooperação entre os órgãos públicos dos países envolvidos.

Da região, o decreto impacta Guaíra, Mundo Novo, Japorã, Sete Quedas e Paranhos. Os moradores deverão emitir um documento, válido por cinco anos. No Brasil, o Documento de Trânsito Vicinal Fronteiriço (DTVF), emitido pela Polícia Federal. No Paraguai, a Carteira Vicinal Fronteiriça (Tarjeta Vecinal Fronteriza), emitida pelo Departamento Geral de Migrações (Dirección General de Migraciones).

O documento é um avanço nas relações entre os municípios e a população fronteiriça, mas não repara a dificuldade econômica que esta integração traz, para os municípios brasileiros.

Dificuldade econômica para municípios brasileiros permanecem

Tv Sobrinho já havia feito material sobre ‘integração’ com o Paraguai, conforme link no final da matéria (foto: Arquivo/Tv Sobrinho)

Nenhuma lei ou decreto do governo brasileiro está sendo ventilado para reparar as perdas dos municípios de fronteira que realizam o atendimento nas áreas de Saúde, Educação e Assistência Social, segundo a prefeita de Mundo Novo, Rosária Andrade (PL), escutada pela Tv Sobrinho.

O atendimento nestas áreas já acontece nos municípios citados, que com o mesmo recurso para sua população, no atendimento a paraguaios residentes e não residentes no Brasil. A nossa reportagem apurou que o trânsito de crianças na rede escolar é real, assim como o acesso na Saúde. Documentos, como comprovantes de residência, são facilmente conseguidos.

Além da questão legal, o fator humanitário pesa e não se vê uma rigidez, com raras exceções – como em um caso apurado, mas não aprofundado, em Paranhos -, destes municípios na exigência de comprovação residencial. A situação já teve reclamações nos municípios que fazem parte do decreto.

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