Davi e Elida comandam a agroindústria “Mandiocas Mineira”, em Mato Grosso do Sul
Daniela Walzburiech/Globo Rural –
Conhecido por ser um aplicativo de encontros casuais, o Tinder mudou a vida de Davi Cardoso da Silva e Elida Mara Zamperlini. O casal de Japorã, município de Mato Grosso do Sul localizado na fronteira com o Paraguai, se conheceu em 2020, durante a pandemia de Covid-19, e logo iniciou o relacionamento.
E o que começou com uma despretensiosa brincadeira virtual, virou um negócio sério que une agro, empreendedorismo e muito amor. Isso porque, cinco anos depois do match, eles comandam juntos a “Mandiocas Mineira”, agroindústria que movimenta a economia da região com a venda de mais de 500 quilos do tubérculo por semana.
Elida é professora de matemática em uma escola estadual e buscou o aplicativo após uma separação traumática. O objetivo no início, segundo ela, era apenas fazer novas amizades.
“Um dia eu estava em casa e uma amiga pediu para mexer no meu Tinder. De repente, eu escuto: ‘Amiga, encontrei um cara de olhos verdes, curti e deu match’. No dia seguinte, trocamos mensagens e ele foi a Caarapó, onde eu morava, me conhecer. Foi muito rápido”, conta.
Em poucas semanas, mudou-se para a casa de Davi e, juntos, iniciaram o plantio de hortaliças na propriedade rural de 12 hectares, mas em pequena escala, enquanto as aulas aconteciam de forma remota por causa da pandemia. Neste momento, o amor, que era virtual, virou realidade.
“Quando vim para cá, a renda do sítio era predominantemente do leite. Então, com a volta das aulas presenciais, comecei a levar as hortaliças para a escola. Tudo para melhorar a renda. Essa foi a nossa primeira experiência com vendas”, relata Elida.
Como a ideia deu certo, eles aumentaram a produção de culturas como quiabo, abobrinha, tomate, pimentão, milho-verde e mandioca. E, além da escola, Davi e Elida passaram a comercializar verduras e legumes também para mercados e restaurantes.
Um novo passo

A decisão de abrir a agroindústria “Mandiocas Mineira” aconteceu em 2023, quando a produção do tubérculo aumentou, mas as vendas não eram tão positivas. Sem desistir, o casal de agricultores viu, aos poucos, a mandioca ganhar espaço nos mercados da região e ter a qualidade reconhecida.
Atualmente, eles cultivam diversas outras hortaliças na propriedade rural de Japorã e ainda criam peixes, porcos e galinhas. A produção de leite, a primeira renda após a união, também é mantida.
“A nossa mandioca é bem aceita no mercado. E só não aumentamos a produção pela falta de mão de obra. A união do leite, da lavourinha e da agroindústria é o que faz a gente conseguir uma boa renda”, declara Elida.
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