Luto! Brasil, um país vencido pelos parasitas

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Foto: Ilustrativa/Pinterest

De quem é a culpa? “Vamos celebrar a estupidez humana”

Carina Yano/Tv Sobrinho –

Qual a definição de Estado pra você?

Há alguns anos eu conheci uma definição que fez muito sentido pra mim.

“Em poucas palavras, o Estado é a organização social que visa manter o monopólio da força e da violência em uma determinada área territorial, especificamente, é a única organização da sociedade que obtém a sua receita não pela contribuição voluntária ou pelo pagamento de serviços fornecidos mas sim por meio da coerção.”

“Deve estar claro que o uso pacífico da razão e da energia na produção é o caminho “natural” para o homem: são os meios para a sua sobrevivência e prosperidade nesta terra. Deve estar igualmente claro que o meio coercivo, explorador, é contrário a lei natural; é parasítico, pois em vez de adicionar a produção, apenas subtrai.” (A anatomia do Estado).

Não quero ser extremista como já acontece diariamente nesse país (e não culpo, porque é mais fácil para o nosso cérebro escolher os extremos), só quero apontar alternativas de olhar de forma ampla para essas questões políticas.

Honestamente, eu não tenho todas as respostas para as problemáticas do Brasil. Primeiro, porque sou imensamente ignorante no assunto. Segundo, o nosso país é gigante, é extremamente complexo ter resoluções rápidas diante de um cenário que se repete ao longo dos anos e tudo continua na mesmice.

Mesmo tendo consciência da minha ignorância nesses temas, eu sempre tive um certo ranço de política, justamente porque ela é o problema.

A política é um verdadeiro teatro na qual vence aquele que tem o melhor discurso. Ou o discurso que lhe agrada. Que faça sentido pra você e não pra todo mundo.

É por isso que o libertarianismo faz sentido. O libertarianismo não quer ditar regra pra ninguém. Ele não controla como as coisas devem ser.

Por isso que comecei o texto falando sobre o Estado. O libertarianismo acredita que o estado é um parasita que pratica violência.

Ou você paga os impostos ou você é preso. E se você resistir, você pode ser morto.

Será mesmo que somos livres?

Novamente, não estou querendo ser extremista achando que uma sociedade deve ser anarquista.

Uma sociedade libertária continua tendo as suas regras, que inclusive, a principal é evitar todo tipo de agressão. Algum tipo de hierarquia deve existir. Liberdade não é libertinagem.

Nessa sociedade você é livre pra fazer o que você quiser, desde que não agrida ninguém e nem o meio ambiente.

Mas ok, você deve estar se perguntando: que diabos é esse libertarianismo?

O libertarianismo é uma filosofia politica que mostra que você é um ser humano, que está vivo e que tem o direito de buscar sua felicidade sem agredir as outras pessoas. O individuo é dono da própria mente e dos frutos do seu trabalho.

Ele também acredita no princípio de não agressão, ou seja, o conceito de que nenhum indivíduo ou grupo (incluindo o Estado) tem o direito de iniciar agressão, coerção ou violência contra outra pessoa ou sua propriedade privada.

Isso também implica em você não ser obrigado a financiar coisas que você não apoia, ser governado pelo o que você escolheu e ter a liberdade de escolher os conteúdos que seu filho aprende na escola.

O libertário também acredita que imposto é roubo, que o Estado deve ser reduzido e que a sociedade deve ser anti-guerras e anti-agressão.

Parece utopia né?

Mas na minha concepção parece algo a ser alcançado com ajustes necessários. O libertário não vai ter todas as respostas, mas acredita que seja um caminho natural a ser trilhado.

É preciso ter espaço e liberdade para fazer novos testes numa sociedade que só patina. Eu entendo que é difícil imaginar como iria funcionar certos departamentos, mas uma coisa é certa: o Estado é um parasita.

Se você acha que ele ajuda os pobres, me desculpa, mas ele só perpetua a pobreza. Se ele realmente estivesse preocupado com as condições básicas do ser humano, não iria existir tanta mediocridade no nosso país.

Eu queria ter mais conhecimento para argumentar sobre tudo isso, mas eu sei muito pouco. Ainda preciso estudar e entender muito sobre o libertarianismo.

Entretanto, o pouco que sei, já é o suficiente para eu compreender que a gente vive num circo de horrores.

Sempre achei o cenário político brasileiro uma palhaçada. E nesse ano, só ficou mais evidente o quanto é vergonhosa a nossa capacidade intelectual.

O que nós assistimos recentemente na televisão, não pode ser chamado de debate, mas daquele programa da SBT: casos de família. Um barraco!

Como diz o jornalista Rosenwal Ferreira: “um país que é um verdadeiro manicômio a céu aberto.”

E isso não se diz respeito somente aos políticos, mas também o povo brasileiro. Se essa polaridade existe, é porque tem muita gente acreditando, apostando nesse tipo de indivíduo.

Os representantes de um país acaba sendo o reflexo de uma sociedade doente. 

(Só que sem generalizações, ok? Eu compreendo muita gente, de ideias diferentes, do porque escolheu x ou y).

De pessoas que muitas vezes estão cansadas, desesperadas ou fascinadas pelos próprios interesses.

O fanatismo está camuflando o que seria do bem comum.

Será mesmo que as pessoas, políticos, estão pensando de fato no bem da sociedade?

Honestamente, depois de ver o que vi na televisão e todas as outras barbaridades que vimos na internet de outras autoridades, fica muito claro pra mim que os valores e as virtudes estão se perdendo gradualmente.

Como diz a nossa querida Cássia Eller: “o mundo está ao contrário e ninguém reparou.”

O brasileiro se acostumou, mas não devia. Ele tem o apelido de ser guerreiro, mas ao mesmo tempo não respeita quem pensa diferente.

O brasileiro faz milagre com pouco, mas isso não deveria ser uma vitória ou se orgulhar disso.

O brasileiro se acostumou com tanta migalha, que quando aparece a oportunidade dele ser melhor e próspero, parece que ele não merece aquilo.

Quando o básico melhorado lhe é apresentado, ele se sente um rei.

O brasileiro pode ser vítima, mas também pode ser o vilão da própria história. Ele foi domesticado por muito tempo e se acostumou com a mediocridade.

Mas as pessoas esquecem que elas também devem ser responsáveis pela própria vida e cumprir os seus deveres. A gente se acostumou a terceirizar muita coisa. E isso acaba te tornando um ser humano preguiçoso, arrogante e BURRO.

Pra ser sincera, eu realmente consigo compreender os dois lados. Mas a gente precisa ser muito crítico para entender que estamos correndo atras do próprio rabo por anos.

Dois lados da moeda é pouco demais para ter uma conversa digna, sensata e que resolva de fato alguma coisa.

O discurso para a resolução de problemas é raso demais. Tudo ultimamente, está muito raso. Estamos discutindo na ponta do iceberg.

O verdadeiro problema é histórico, básico, ancestral, existencial, filosófico, científico, estrutural e mais uma porrada de coisas. O buraco é fundo.

E eu acho que é por isso que as vezes eu perco a esperança.

O Brasil era pra ser um dos melhores países do mundo, porque ele é verdadeiramente rico, quando se trata de riquezas naturais. Tem muita coisa boa aqui, mas as pessoas estão se perdendo. Estão enlouquecendo.

E o mais cômico é que as pessoas mais inteligentes e sensatas, nunca estão no poder.

Meu pai sempre dizia: “não vale a pena ser honesto nesse país.”

E o mais triste é ouvir isso da pessoa mais honesta que eu conheço.

A gente precisa parar de ter pensamento de tudo ou nada, oito ou oitenta.

É claro que todos nós queremos segurança, é claro que queremos ter uma educação que faça sentido a longo prazo, é claro que queremos acabar com a pobreza, é claro que queremos ter dinheiro para comprar o mínimo no mercado, é claro que queremos que o conhecimento científico prevaleça. A gente quer que as coisas melhorem, que evolua, que dê certo.

A gente quer viver. Viver a vida. Só que a gente só sobrevive.

Mas não adianta ter boas intenções aplicando de forma errada.

No nosso caso, nem boas intenções estão sendo apresentadas.

Agora me diz, de quem é a culpa?

Que país é esse?

Aonde foi que nos perdemos?

Esses dias vi um comentário no Youtube que dizia: se votar mudasse alguma coisa, seria proibido.

Eu sinto que a democracia é uma ilusão. Democracia pra quem? Pra maioria?

Imagem do livro

Não é atoa que existe um livro chamado: Democracia, o Deus que e falhou. O escritor Hoppe argumenta que na democracia, os governantes são temporários (eleitos por ciclos curtos). Como eles não são donos do Estado, têm o incentivo para maximizar o consumo e o endividamento imediatos, explorando o país e os recursos a curto prazo, sem se importar com o colapso futuro.

A dívida do Brasil só vem aumentando. A matemática é simples. Você não deve gastar mais do que arrecada.

E quem paga a conta?

Essa conta não fecha.

E nunca vai fechar!

Era uma vez um Brasil…deprimente e preocupante.

Carina Yano tem 30 anos e é formada em fotografia com três fotos publicadas na Vogue Itália. Trabalhou durante 7 anos como jornalista. No momento trabalha como massoterapeuta, colunista da Tv Sobrinho e Youtuber. Seu amor pela escrita é um romance antigo. Desde a sua adolescência escrevia, mas só agora teve a oportunidade de expor em público suas reflexões.

*O material pode ser reproduzido, desde que seja dado os créditos, com o nome do autor e da empresa, no início da matéria, como no exemplo deste conteúdo. Caso esta prática não seja respeitada – com o nome ao final do texto somente – o conteúdo acima está desautorizado para reprodução, podendo sofrer consequências judiciais. A prática existe para preservar o investimento feito pela Tv Sobrinho no seu Jornalismo.

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