Operação Máscara de Crédito investiga empréstimos feitos sem autorização e desvio de recursos; quatro vítimas foram identificadas e o prejuízo pode aumentar
TaNaMidiaNavirai –
A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Caarapó, deflagrou na segunda-feira (19/10) a operação “Máscara de Crédito”, que resultou na prisão preventiva de um casal suspeito de cometer fraudes bancárias. O esquema investigado tinha como alvos principais indígenas, idosos e pessoas em situação de vulnerabilidade social na região.
As apurações indicam que os suspeitos utilizavam um estabelecimento comercial no município, voltado à intermediação de empréstimos e serviços financeiros, para aplicar os golpes. Aproveitando-se da confiança dos clientes, o casal coletava documentos pessoais, dados bancários e imagens para biometria facial. Com essas informações em mãos, realizavam a contratação de empréstimos não autorizados, a abertura de contas digitais e transferências de valores para contas próprias ou de terceiros.
De acordo com as autoridades, a dinâmica do crime consistia em atrair vítimas que buscavam empréstimos de pequeno valor. Posteriormente, essas pessoas descobriam estar endividadas em diferentes instituições financeiras. Parte do montante liberado pelos bancos era desviada pelos investigados, enquanto os clientes arcavam com as cobranças. A prática comprometeu benefícios previdenciários e recursos essenciais à subsistência de indivíduos que, em muitos casos, não possuíam instrução suficiente para compreender as transações realizadas em seus nomes.
Até o momento, quatro vítimas foram formalmente identificadas, mas a polícia trabalha com a possibilidade de que o número seja consideravelmente maior, dado o volume de operações financeiras e o tempo de atuação do estabelecimento. O prejuízo potencial, ainda em fase de levantamento, já atinge a marca das dezenas de milhares de reais, com perspectiva de aumento à medida que os dados são processados.
Durante a operação, além dos dois mandados de prisão preventiva, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça. Os agentes apreenderam contratos bancários, computadores e diversos documentos. Todo o material recolhido passará por análise técnica para mapear novas contratações suspeitas, rastrear o destino dos recursos desviados, dimensionar o tamanho da fraude e identificar a possível participação de outras pessoas no esquema.





