Homem é condenado a mais de 30 anos por feminicídio e ocultação de cadáver em Guaíra

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Vítima, de 55 anos, foi asfixiada após cobrar uma dívida de R$ 6 mil; corpo foi escondido em área rural e localizado uma semana depois

MP PR –

O Tribunal do Júri de Guaíra, no Oeste do Paraná, condenou, na terça-feira (6), um homem de 48 anos a 30 anos, 4 meses e 20 dias de prisão pelo feminicídio de uma mulher de 55 anos com quem mantinha um relacionamento amoroso. A condenação também envolve os crimes de ocultação de cadáver e fraude processual.

Segundo a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Paraná (MPPR), o crime aconteceu na manhã de 23 de outubro de 2024, na residência da vítima, localizada no bairro Higienópolis, em Guaíra.

Conforme a acusação, o homem asfixiou a mulher até causar sua morte após ela cobrar o pagamento de uma dívida de R$ 6 mil. O Ministério Público sustentou que o crime foi cometido por razões da condição do sexo feminino, por motivo fútil e no contexto de uma relação doméstica e íntima de afeto.

Corpo foi escondido em área rural

Após o feminicídio, ainda segundo a denúncia, o condenado colocou o corpo da vítima no carro dela e deixou a residência. Ele teria seguido até uma área próxima a uma estrada rural, onde retirou o cadáver do veículo e o cobriu com galhos de árvores e folhas para dificultar sua localização.

A mulher permaneceu desaparecida por aproximadamente uma semana. O corpo foi encontrado posteriormente, já em avançado estado de decomposição, em uma área próxima à BR-272.

A acusação também apontou que, depois do crime, o homem limpou o quarto da residência onde a vítima foi morta e retirou vestígios de sangue. A ação, segundo o MPPR, teve o objetivo de dificultar o trabalho de investigação e resultou na acusação por fraude processual.

Júri acolheu acusações do Ministério Público

Durante o julgamento, o Conselho de Sentença acolheu integralmente as teses apresentadas pelo Ministério Público do Paraná e reconheceu a responsabilidade do réu pelos três crimes.

O homem já estava preso preventivamente na Penitenciária Estadual de Guaíra e permaneceu recolhido após o julgamento para o cumprimento da sentença. O processo tramita sob o número 0003381-91.2024.8.16.0086.

O caso foi julgado pelo Tribunal do Júri de Guaíra, responsável pela análise de crimes dolosos contra a vida, como o feminicídio.

 

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