
TSE autoriza reforço de segurança em 10 municípios de Mato Grosso do Sul; medida contempla cidades da faixa de fronteira e locais de votação em comunidades indígenas
Campo Grande News –
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) autorizou o envio de forças federais para 10 municípios de Mato Grosso do Sul durante o primeiro turno das Eleições Gerais de 2026, marcado para o dia 4 de outubro. Entre as cidades contempladas estão Amambai, Paranhos, Caarapó e Juti, que terão reforço na segurança durante o processo eleitoral.
A autorização foi concedida pelo TSE no dia 1º de setembro, após o pedido ser analisado e encaminhado pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS). A medida prevê a atuação das Forças Armadas em zonas eleitorais consideradas estratégicas devido às condições de segurança, localização de fronteira e presença de comunidades indígenas.
Além de Amambai, Paranhos, Caarapó e Juti, a autorização contempla Ponta Porã, Antônio João, Aral Moreira, Coronel Sapucaia, Bela Vista e Caracol.
Amambai e Paranhos terão reforço em área de fronteira
Localizados na região de fronteira de Mato Grosso do Sul, Amambai e Paranhos estão entre os municípios que receberão o reforço federal para garantir a normalidade da votação e da apuração dos resultados.
A presença das forças federais busca assegurar o livre exercício do voto, a segurança dos eleitores e dos servidores da Justiça Eleitoral, além de contribuir para o cumprimento das decisões eleitorais durante o pleito.
Caarapó e Juti têm locais de votação em aldeias indígenas
Em Caarapó e Juti, parte do reforço está relacionada aos locais de votação instalados em territórios indígenas.
Em Caarapó, está prevista a atuação na Escola Municipal Nhandejara, localizada na aldeia Te’ýikue. Já em Juti, a medida contempla a Escola Mbo-Ero Arandui, na aldeia Jarará, e a Escola MboEroga Taperandi, na aldeia Taquara.
A relação também inclui a Aldeia Pirakuá, entre os locais considerados para a atuação federal.
Reforço depende de avaliação dos tribunais eleitorais
A requisição das forças federais é feita pelos Tribunais Regionais Eleitorais ao TSE a partir da avaliação das condições de segurança de cada região. Cabe ao Plenário da Corte Eleitoral autorizar ou não o emprego das tropas.
Após a autorização, o pedido é encaminhado ao Ministério da Defesa, responsável pelo planejamento e pela execução da operação.
As forças federais podem ser formadas por militares do Exército, da Marinha e da Aeronáutica. O objetivo é garantir a normalidade da votação, a apuração dos resultados e a segurança das pessoas envolvidas no processo eleitoral.
O reforço de segurança é diferente do apoio logístico prestado pelas Forças Armadas, que envolve, por exemplo, o transporte de eleitores, materiais e equipes para regiões de difícil acesso.
Até o momento, o TSE autorizou o emprego de forças federais em localidades de oito estados brasileiros para o primeiro turno das Eleições Gerais de 2026. Novos pedidos ainda podem ser encaminhados pelos tribunais eleitorais à Corte.
Edição: Raysa Almeida/Tv Sobrinho



