Ana Castela volta a Sete Quedas para rever a família e relembrar as raízes

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Cantora de 22 anos compartilhou nas redes sociais a viagem de mais de sete horas até a cidade onde foi criada e mostrou momentos ao lado dos avós e familiares

Raysa Almeida/Tv Sobrinho –

De volta para casa. A cantora Ana Castela, de 22 anos, pegou a estrada na última terça-feira (8) para reencontrar a família e retornar às suas raízes em Sete Quedas, cidade onde foi criada. A artista compartilhou nas redes sociais trechos da viagem e mostrou a chegada ao município, além da recepção com comida caseira preparada pelos familiares.

Ana deixou Londrina, no Paraná, onde mora atualmente, e percorreu mais de sete horas de carro até Sete Quedas. Para a viagem, a cantora utilizou sua Dodge Ram 3500 Limited Longhorn personalizada, veículo avaliado em mais de R$ 670 mil.

Ana Castela com carro avaliado a mais de R$ 600 mil — Foto: Reprodução/Instagram

Durante o trajeto, a Boiadeira fez questão de explicar aos seguidores a ligação que mantém com Mato Grosso do Sul.

“Muitos de vocês não sabem, mas eu sou daqui do Mato Grosso do Sul. Minha vida inteira praticamente eu moro aqui, e faz cinco anos que eu moro no Paraná agora, em Londrina. Eu vim ver minha família um pouquinho”, contou a cantora.

Ao se aproximar da cidade, Ana ainda brincou com a localização de Sete Quedas, na região de fronteira com o Paraguai.

“Eu sou do interior mesmo. Mas estou chegando, gente. Glória a Deus!”, disse.

Nas redes sociais, a cantora também mostrou momentos ao lado dos avós e de outros familiares. A visita teve direito a comida caseira e registros da rotina longe dos palcos, em um reencontro com o ambiente que marcou sua infância.

Ana Castela postou fotos ao lado da família, em MS — Foto: Redes sociais

Da infância no interior ao sucesso nacional

Apesar de ter nascido em Amambai, Ana Castela foi criada em Sete Quedas, onde passou parte da infância entre a cidade e a fazenda dos avós, no Paraguai. Foi nesse ambiente rural que aprendeu a andar a cavalo, pilotar moto e trator e desenvolveu a relação com o campo que posteriormente se tornaria uma das principais marcas de sua carreira.

Antes da fama, Ana começou a cantar na igreja e também passou a publicar vídeos de covers nas redes sociais. Um dos registros que mudou sua trajetória foi justamente um vídeo em que ela aparecia cantando enquanto estava montada em um cavalo. A gravação chamou a atenção do empresário Rodolfo Alessi, que enxergou na jovem uma possibilidade diferente dentro da música.

A partir daí, nasceu o projeto que transformaria Ana Flávia Castela na conhecida Boiadeira. Em 2021, ela lançou a música “Boiadeira”, que ajudou a construir sua identidade artística ao misturar elementos da vida no campo com uma sonoridade moderna.

Mas o grande salto nacional veio em 2022, com “Pipoco”, parceria com Melody e DJ Chris no Beat. A música misturou sertanejo, funk e música eletrônica e rapidamente chegou ao topo das plataformas digitais. Naquele período, a faixa passou semanas entre as músicas mais ouvidas do Brasil no Spotify e ajudou a levar o chamado agronejo para além do público tradicional do sertanejo.

O sucesso foi tão rápido que, em apenas um ano de carreira, Ana passou de uma jovem conhecida principalmente no interior para uma das principais artistas da música brasileira. Em 2022, ela mesma contou que ainda se assustava com a velocidade da transformação em sua vida: pouco antes estava na fazenda com a família e, de repente, havia se tornado um dos grandes nomes da música nacional.

Pelo quinto ano consecutivo Ana Castela se apresentou no Barretão 2026; em 2024 a cantora foi embaixadora da Festa do Peão Imagem: Denilson Santos/AgNews

Sete Quedas continua presente na história da Boiadeira

Mesmo com a fama, os grandes palcos e uma rotina de viagens pelo país, Ana Castela mantém uma forte ligação com Sete Quedas e com a vida no campo.

Em 2026, ao relembrar a própria trajetória, a cantora falou sobre a saudade da casa em Sete Quedas, da fazenda e dos momentos com a família. A artista destacou que precisou trocar a rotina do interior pela estrada e pelos palcos, mas afirmou que suas raízes continuam fazendo parte de quem ela é.

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