Suspeitos foram localizados em uma propriedade rural de Iguatemi durante operação interestadual; investigação aponta que ataque foi motivado por conflitos familiares e denúncias feitas pela vítima contra o grupo
TaNaMidiaNavirai –
Uma operação conjunta entre as polícias civis de Santa Catarina e de Mato Grosso do Sul resultou, na segunda-feira (20), na prisão preventiva de um jovem de 20 anos e na apreensão de um adolescente de 17, em uma propriedade rural no município de Iguatemi.
Eles são investigados pela participação em uma tentativa de homicídio contra o pai do menor, ocorrida no fim de junho na cidade de Apiúna (SC).
Um terceiro envolvido, de 19 anos, apresentou-se espontaneamente na terça-feira (21) em uma delegacia catarinense, onde também teve o seu mandado de prisão preventiva cumprido.
O crime foi registrado na noite de 29 de junho, na comunidade de Ribeirão Bracinho, zona rural de Apiúna. De acordo com o inquérito policial, o trio aguardou escondido a chegada da vítima nas proximidades de sua residência para realizar o ataque.
As investigações apontam que o jovem de 20 anos efetuou disparos de arma de fogo, atingindo o braço do homem e atirando outras vezes em sua direção. Na sequência, o suspeito de 19 anos passou a agredir a vítima fisicamente. O filho de 17 anos permaneceu no local durante todo o tempo, dando suporte à ação dos comparsas.
A vítima conseguiu gravar parte da emboscada utilizando a câmera de seu telefone celular. Esse material em vídeo, somado a laudos periciais, depoimentos e outros elementos probatórios, fundamentou os pedidos de prisão preventiva e de internação provisória, que foram posteriormente autorizados pelo Poder Judiciário.
Segundo a Polícia Civil, a motivação do ataque está relacionada a atritos frequentes na família. O pai costumava repreender o filho e seu grupo de amigos devido ao uso de motocicletas de trilha sem documentação, conduzidas por pessoas sem habilitação. A vítima chegou a acionar as autoridades competentes para relatar as infrações, fato que teria intensificado os conflitos com o grupo.
Após serem detidos e interrogados, os três investigados alegaram ter agido em legítima defesa. A Polícia Civil informou que a versão apresentada pelos suspeitos continuará sendo apurada e será confrontada com o conjunto de provas já reunido no decorrer do inquérito.




