
Criminosos utilizam redes sociais, mensagens e ligações para aplicar fraudes envolvendo medicamentos e supostas taxas administrativas.
Portal do Conesul –
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu um alerta na última quinta-feira (2) sobre golpes praticados por criminosos que utilizam o nome da instituição para comercializar falsas canetas emagrecedoras e solicitar pagamentos indevidos de pessoas físicas e empresas.
Segundo a agência, os golpistas criam páginas na internet e perfis em redes sociais para dar credibilidade às ofertas de medicamentos para emagrecimento, utilizando indevidamente a identidade visual e o nome da Anvisa. O órgão reforça que não vende medicamentos e jamais solicita pagamentos por PIX, transferência bancária ou depósito diretamente a cidadãos.
Outro tipo de fraude identificado envolve contatos por telefone, WhatsApp e e-mail, nos quais criminosos se apresentam como servidores da Anvisa e afirmam que podem acelerar a análise de processos administrativos mediante pagamento de valores indevidos.
A agência explica que os fraudadores costumam acompanhar processos públicos e entram em contato com empresas próximas da conclusão das análises. Depois que o pedido é aprovado dentro do prazo normal, tentam convencer a vítima de que a liberação ocorreu em razão do pagamento realizado.
A Anvisa esclarece que todas as cobranças oficiais são efetuadas exclusivamente por meio das Guias de Recolhimento da União (GRU). Apenas pagamentos gerados pelos sistemas oficiais Solicita e Porto Sem Papel podem ser realizados via PIX. Além disso, qualquer comunicação sobre pendências financeiras é feita pelos canais oficiais, como correspondência registrada ou publicação no Diário Oficial da União.
Como medida de prevenção, a agência orienta a população a não acessar links suspeitos, verificar sempre a autenticidade de sites e e-mails, utilizar apenas os canais oficiais para esclarecimento de dúvidas, não efetuar pagamentos solicitados por mensagens ou ligações e denunciar anúncios fraudulentos às plataformas digitais e à própria Anvisa por meio do sistema Fala.BR. Com informações: Anvisa.


