Mais de 67 mil crianças enfrentam excesso de peso antes dos 10 anos

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Levantamento aponta que 33% das crianças de 0 a 9 anos avaliadas em Mato Grosso do Sul apresentam algum grau de excesso de peso (Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil).

Dados apontam que um em cada três menores de até 9 anos apresenta sobrepeso ou obesidade, reforçando o desafio para a saúde pública no Estado

Portal do Conesul –

O avanço da obesidade infantil tem se consolidado como um dos principais desafios da saúde pública em Mato Grosso do Sul. Dados do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (Sisvan) revelam que 67.275 crianças com idade entre 0 e 9 anos apresentam excesso de peso no Estado, incluindo casos de sobrepeso, obesidade e obesidade grave.

O levantamento parcial de 2025 mostra que 33% das crianças avaliadas nessa faixa etária estão acima do peso considerado adequado. Em termos práticos, isso significa que, a cada 100 crianças acompanhadas, 33 apresentam algum grau de excesso de peso.

Especialistas alertam que o cenário exige atenção imediata, já que a obesidade na infância está diretamente associada ao aumento do risco de doenças crônicas ao longo da vida, como diabetes, hipertensão, problemas cardiovasculares e outras complicações de saúde.

O tema ganha ainda mais destaque com a aproximação do Dia da Conscientização contra a Obesidade Infantil, celebrado em 3 de junho. A data busca promover reflexões sobre hábitos alimentares, qualidade de vida e a importância da prevenção desde os primeiros anos de vida.

Estudos nacionais também apontam crescimento da obesidade infantil em todo o país. Dados recentes indicam que milhões de crianças brasileiras convivem com excesso de peso, reforçando a necessidade de políticas públicas voltadas à promoção da alimentação saudável e da prática regular de atividades físicas.

Profissionais da área da saúde destacam que a prevenção começa dentro de casa, com a adoção de hábitos alimentares equilibrados e incentivo a uma rotina mais ativa. Entre as principais recomendações estão o aumento do consumo de frutas, verduras e legumes, a redução de alimentos ultraprocessados e bebidas açucaradas, além da limitação do tempo de exposição a telas eletrônicas.

A orientação é que pais e responsáveis acompanhem regularmente o desenvolvimento das crianças por meio de consultas médicas e avaliações nutricionais, permitindo a identificação precoce de possíveis alterações e a adoção de medidas preventivas.

Especialistas reforçam que pequenas mudanças incorporadas ao cotidiano podem produzir resultados significativos e duradouros, contribuindo para a saúde física, emocional e social das crianças ao longo da vida. Com informações: Agência Brasil

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