
Diogo Sponchiato/VEJA –
O roteiro já está pronto. Agora é suar. Comece correndo 1 quilômetro. Passe para uma estação com um equipamento para realizar os movimentos do esqui nórdico. Agora corra mais 1 quilômetro. Hora de empurrar um trenó com pesos por 50 metros. Corra mais 1 quilômetro. É o momento de puxar o trenó com uma corda… Realize esse ciclo mais cinco vezes, intercalando a corrida com as estações de exercício funcional, até terminar com um arremesso de bolas ao alto. Eis o exigente passo a passo do Hyrox, uma modalidade que surgiu na Alemanha em 2017 e hoje ganha terreno pelo mundo, dividindo cada vez mais espaço nas academias com o já famoso crossfit. O negócio já mobiliza um número crescente de brasileiros. “Saímos de uma comunidade nichada rumo a eventos com milhares de pessoas competindo e torcendo”, afirma Edward Dier, managing director da Hyrox Brasil.
O nome vem de uma mistura dos termos em inglês hybrid e rockstar. De Hamburgo, onde tudo começou, o esporte se alastrou para cerca de quarenta países. No Brasil, o primeiro evento oficial foi realizado em setembro de 2025 e recebeu 2 100 atletas. Em abril deste ano, na última etapa concluída em São Paulo, foram 4 000 atletas e 4 100 ingressos vendidos para a plateia. “Tivemos 100% de crescimento”, afirma Dier. O movimento incorpora com novos centros de treinamento, alimentando um aumento de 50% na demanda global anual — a projeção é que, até 2028, sejam ao menos 2,3 milhões de atletas.
PROVA – Disputa na Alemanha, o berço da modalidade: desafio individual e coletivo.
O Hyrox combina atividade aeróbica — os tiros de 1 quilômetro de corrida — com exercícios que trabalham força e resistência muscular, como remada e carregamento de saco de areia. “É uma modalidade que entrega um objetivo claro de treino, senso de comunidade e melhora do condicionamento”, resume Dier. Ou seja, reúne elementos já presentes no crossfit, mas conferindo mais espaço ao treinamento cardiorrespiratório — afinal, 50% do esporte está na corrida. E, a exemplo do “irmão mais velho”, o apelo competitivo chama atenção — inclusive, a prova é padronizada para que o atleta realize o mesmo percurso não importa onde esteja.
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