Diario do Conesul –
O gerente-geral executivo de Naviraí, Fauze Walid Selem, protocolou uma queixa-crime contra a vereadora Giovana Silvério, do PSD. A ação foi motivada por uma série de acusações trocadas entre os dois, tanto nas redes sociais quanto durante uma sessão na câmara municipal, ocorrida em 14 de maio. Fauze alega que a vereadora cometeu injúria e difamação, com base em declarações feitas por ela durante o evento.
Na petição apresentada, o gerente-geral destaca que, embora Giovana não tenha mencionado seu nome diretamente, suas declarações foram claramente dirigidas a ele. A vereadora referiu-se a um suposto comportamento inadequado por parte do gerente e afirmou que não aceitaria negociação. Além disso, declarou estar sofrendo perseguições e ataques, mencionando também a sua família.
A defesa de Fauze argumenta que as afirmações de Giovana ultrapassaram o limite da imunidade parlamentar, caracterizando-se como uma tentativa deliberada de injuriar e difamar. A gravação da sessão evidencia a fala da vereadora, que pediu respeito ao gerente-geral e à sua família, e afirmou estar ali para trabalhar em prol da população.
Durante seu discurso, Giovana Silvério questionou a autoridade do gerente, afirmando que o prefeito Rodrigo Sacuno é quem manda no município e que seu papel como vereadora é fiscalizar e cobrar. Ela expressou que continuaria seu trabalho, independentemente das pressões e tentativas de silenciamento que estaria enfrentando, incluindo as que envolvem sua família.
Esse não é um incidente isolado entre a vereadora e a administração municipal. Em março, a atuação de Giovana já havia sido alvo de críticas, e o Ministério Público de Mato Grosso do Sul havia intervenido em questões relacionadas à liberdade de manifestação no exercício do mandato. A vereadora, por sua vez, reafirmou sua determinação em continuar seu trabalho, mesmo diante de ataques e intimidações, destacando que a sua função é representar a população de Naviraí e defender seus interesses.
Giovana também mencionou que, até o momento, é a única parlamentar a enfrentar uma medida judicial desse tipo, o que reforça sua sensação de intimidação. Ela finalizou destacando a importância de seu trabalho de fiscalização e cobrança em relação à administração pública, sempre dentro das prerrogativas garantidas ao seu mandato.
Com informações midiamax.com.br




