Naviraí concentra maior número de focos de ferrugem asiática da soja em MS

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Fungo atinge plantação de soja no interior de MS. (Foto: Arquivo/Aprosoja)

Município lidera registros da safra 2025/2026, enquanto doença já atinge 23 cidades de Mato Grosso do Sul

Redação Diário do Conesul –

Naviraí passou a ocupar o centro do avanço da ferrugem asiática da soja em Mato Grosso do Sul na safra 2025/2026. Dados atualizados do Consórcio Antiferrugem, divulgados em abril e repercutidos pelo Campo Grande News, apontam que o Estado soma 70 ocorrências da doença em 23 municípios, sendo 16 apenas em Naviraí, o maior número entre as cidades sul-mato-grossenses.

O cenário reforça a atenção sobre o município do Conesul, uma das principais áreas produtoras do Estado. Depois de Naviraí, aparecem Sete Quedas, com 8 registros, e Amambai, com 5. Aral Moreira soma 4 casos. Dourados, Itaquiraí, Laguna Carapã, Maracaju e Ponta Porã registraram 3 ocorrências cada, mostrando que o problema não se restringe a uma única região e já se espalha por diferentes polos agrícolas de Mato Grosso do Sul.

Tabela disponivel em www.consorcioantiferrugem.net

A evolução dos focos acompanhou o período de maior desenvolvimento da cultura. Em novembro, foi registrado 1 caso. Em dezembro, o total subiu para 21 e atingiu o pico em janeiro, com 41 confirmações. Depois disso, os registros perderam força, com 6 ocorrências em fevereiro e apenas 1 em março. Até abril, não houve novos casos apontados no levantamento.

Além de Naviraí e dos municípios com maior número de notificações, também aparecem na lista Bonito, Caarapó, Coronel Sapucaia, Ivinhema e Itaporã, com 2 focos cada. Anaurilândia, Campo Grande, Guia Lopes da Laguna, Juti, Nova Alvorada do Sul, Rio Brilhante, São Gabriel do Oeste e Sidrolândia tiveram 1 registro por município.

A ferrugem asiática compromete a fotossíntese da planta, provoca desfolha precoce e prejudica a formação dos grãos. Segundo a reportagem, a doença encontra ambiente favorável em períodos de calor e alta umidade, comuns nas regiões sul e sudoeste de Mato Grosso do Sul. Na safra passada, o Estado havia registrado 12 ocorrências, número bem abaixo do total atual.

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