Temporada de pesca reabre em MS; veja regras, cotas e o que é proibido

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Foto: Imagem ilustrativa/A Crítica

Após a Piracema, pesca profissional e amadora volta aos rios de Mato Grosso do Sul a partir de 1º de março, com limite de captura, licença obrigatória e fiscalização do Imasul e da Polícia Militar Ambiental

Carlos Guilherme/ A Crítica –

Depois de quase quatro meses de proibição por causa da Piracema, os rios de Mato Grosso do Sul voltam a receber pescadores profissionais e amadores a partir deste 1º de março. A liberação, porém, vem com regras rígidas: há limite de captura, exigência de licença ambiental e manutenção da fiscalização em todo o Estado.

Em fevereiro, só estava permitida a modalidade pesque e solte para pescadores amadores na calha dos rios Paraguai e Paraná. Agora, com o fim do período de defeso, a pesca volta a ser autorizada em todos os rios de MS, desde que respeitadas as cotas, os tamanhos mínimos e máximos das espécies e a obrigatoriedade da licença ambiental prevista no Decreto Estadual nº 15.166/2019.

A Piracema começou em 5 de novembro de 2025, fase em que os peixes sobem o rio para reprodução. Segundo o diretor-presidente do Imasul, André Borges, essa pausa é o que garante o futuro da pesca no Estado. Ele reforça que, com a reabertura, a responsabilidade passa a ser compartilhada entre poder público e pescador, que precisa seguir as normas para não comprometer os estoques.

Durante o período de proibição, o Imasul, por meio da Gerência de Controle e Fiscalização, atuou em conjunto com a Polícia Militar Ambiental (PMA) em várias regiões. Foram fiscalizados 113 estabelecimentos e ranchos pesqueiros, além da abordagem de 171 veículos em barreiras montadas em municípios como Terenos e Aquidauana.

Nas missões fluviais realizadas nos rios Ivinhema, Paraná e Amambai, ao longo de cerca de 200 quilômetros, foram aplicados R$ 190.585,00 em multas, com 21 termos de apreensão, que somaram 67,53 kg de pescado — em sua maioria da espécie pintado — e 38 petrechos de pesca recolhidos. Coxim e Bonito foram os municípios com maior número de irregularidades.

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