Júri Popular de filha que matou o pai em Mundo Novo será na próxima quinta-feira

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Defesa quer absolvição e alega abuso sexual desde os 9 anos

Jandaia Caetano/Tv Sobrinho –

Na próxima quinta-feira (5), no Fórum de Mundo Novo, ocorrerá o Júri Popular, a partir das 9h, do caso do assassinato de Daniela Morais de Souza, então com 22 anos, contra o seu pai, de 47 anos, em 17 de março do ano passado. Ele morreu com uma facada no coração e o vídeo da autora chorando sob o corpo do pai rodou as redes sociais.

O fato foi notícia nacional e a Tv Sobrinho também cobriu o caso (clique e veja). Era noite de segunda-feira e a acusada havia ingerido bebida alcóolica durante o dia. Ela morava com o marido no mesmo terreno que o pai.

Morte ocorreu no bairro Fleck, em Mundo Novo, na noite de uma segunda-feira (foto: Divulgação/Polícia Civil)

Inicialmente o delegado Alex Junior apurou que a discussão teria começado proveniente de uma dívida da filha com o pai, cobrada por ele. O advogado de defesa Bruno Molina rechaça esta afirmação como motivo e diz que a situação ocorreu porque o pai levou a mão em direção as partes íntimas da filha e disse que ela lhe pertencia, lhe trazendo gatilhos dos abusos. Ela, então, teria buscado a faca e matado o pai. Apenas um golpe, fatal, foi desferido.

Logo após o crime, Daniela alegou ao delegado que sofria abusos sexuais do pai desde os 9 anos. O pai cumpriu pena por estupro de vulnerável, que teria sido praticado em 2006 contra a irmã de Daniela, enteada do pai. A acusada afirma que o pai, ao sair da cadeia, passou a abusar da mesma, aos 9 anos, já que em 2006 ela tinha apenas 3 anos.

A Tv Sobrinho entrou em contato com a 1ª Promotoria de Justiça de Mundo Novo e recebeu a mensagem que o promotor Fábio Morais “não dá entrevistas sobre julgamentos que ainda serão realizados”. Ele reforçou que o julgamento será aberto ao público.

Além de Bruno Molina, filho da ex-secretária municipal de Assistência Social, Daniela deve receber o apoio de mais três advogados, vindos de Sinop (Mt). Segundo Bruno, a situação da família é de vulnerabilidade social e o apoio do seu escritório ao caso é pro bono, ou seja, termo do latim regulamentado pela OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) para prestação de serviços de forma voluntária e gratuita no auxílio a indivíduos de baixa renda.

Daniela aguarda o julgamento no presídio feminino de Jateí. Segundo seu advogado a pena é de 6 anos em caso de condenação. Se for por motivo fútil, 12 anos; alegação rechaçada pela defesa. No caso da vítima ser o próprio pai, a pena poderá ser ainda maior. A defesa pede a absolvição.

Arma do crime recolhida inicialmente pela Polícia Militar, acionada inicialmente (foto: Divulgação/Polícia Civil)

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