Qual sua postura diante da vida?
Carina Yano/Tv Sobrinho –
Começo dizendo o óbvio que todos nós sabemos: manter a coluna ereta, cabeça erguida e ombros para trás fortalece a nossa saúde física e inclusive mental.
Como uma profissional da massoterapia que sou, estou totalmente ciente das consequências que a má postura pode causar. Dores crônicas, problemas ortopédicos, problemas na respiração, dores de cabeça tensionais e por aí vai.
As causas podem ser inúmeras, mas principalmente incluindo o mundo moderno que vivemos diante de telas forçando nossa cervical para baixo.
Também existe uma coisa curiosa na biologia evolutiva e na antropologia mostrando que passamos por uma adaptação rápida passando de quadrupedia (andar de quatro) para o bipedalismo. As dores podem resultar dessa sobrecarga que devemos sustentar. A galera da ciência chama isso de “ressaca da evolução”.
Ok, mas a resenha vai um pouco além disso.
O psicólogo canadense Jordan Peterson escreveu um livro chamado ’12 regras para a vida – Um antídoto para o caos’, na qual uma das regras diz: ‘Costas eretas, ombros para trás’.
Ele diz:
“Levantar a cabeça significa voluntariamente aceitar o fardo do Ser. Seu sistema nervoso reage de uma forma totalmente distinta quando você enfrenta as demandas da vida voluntariamente. Você reage a um desafio em vez de se preparar para uma catástrofe”.
Jordan coloca de uma forma que é importante se manter com a postura ereta diante das pessoas para preservar sua dignidade e não aparentar um perdedor.
Claro que existem pessoas em sofrimento psíquico e que naturalmente permanecem mais acanhados diante da vida. Este é um processo a parte.
Porém existem uma parcela de pessoas que se colocam em posição de vítima como se não pudessem fazer nada a respeito. E Jordan te convida a se responsabilizar pela sua própria vida.
Bancar e sustentar as próprias ações também reflete na sua linguagem corporal.
O corpo se comunica o tempo todo.
Minha tia me falava que meus ombros ficavam muito encolhidos como se eu estivesse tentando me proteger. Até imaginei eu dentro de uma concha rs.
Cômico e trágico né?
Essa linguagem corporal diz muito sobre a nossa autoconfiança e a nossa capacidade de sustentar quem somos com responsabilidade.
Cada caso é um caso, mas aonde foi parar a nossa elegância diante da existência? Por que tanto medo de olhar nos olhos da vida?
Eu sei, a gravidade é forte e parece que tudo tende a nos puxar para baixo, mas no jogo da vida não existem vítimas. A natureza orquestra seus movimentos sem drama, ela é o que é.. faz seu papel.
Ninguém sentirá pena de você e se sentirá… que pena!
Sentir dó de si mesmo ou do outro é um dos piores sentimentos que podemos ter. Primeiro que nós nos colocamos numa posição de superior sentindo pena do outro. E quando é conosco, nos colocamos num lugar impossível de sair. Afinal, a vítima não pode fazer nada né?
Claro que inúmeras situações irão envolver apenas ajustes físicos de fortalecimento e sustentação, mas se tratando de profundidade, repare como está sua postura diante da sua própria realidade.
Você não precisa sair por aí com o nariz empinado. Existe uma grande diferença entre você ser arrogante e metido e ser íntegro e disposto.
A maturidade nos mostra que sempre estamos cheios de vitalidade para sustentarmos quem somos. E que mesmo em meio a ruína, é necessário se manter firme. Existe muito adulto por aí, mas muitas vezes dentro desses adultos existem crianças feridas, que de repente ainda carregam um fardo mal resolvido.
Amadurecer também nos ajuda a permanecer com a cabeça erguida por mais tempo. E quando olhamos mais para o lado, vemos pessoas, quando olhamos para o horizonte e para cima, vemos a imensidão do mundo.. talvez isso seja uma dos antídotos para melhorarmos a nossa autoconfiança e consequentemente a nossa postura: reconhecer algo além de nós mesmos e como temos o poder criativo de nos reinventar.
Lembrete final: ajeita essa coluna aí, vai!
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