O tempo não passa para quem sente dor !

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Imagem gerada por Inteligência Artificial

Rosildo Barcellos –

A identidade de um homem de 75 anos encontrado decapitado em um sítio de Meaípe, em Guarapari, na recente terça-feira (3). e confirmado pela própria família que informou que se trata de Dante Brito Michelini, o Dantinho, que chegou a ser condenado em 1970 pelo assassinato da menina Araceli Cabrera Crespo reacende uma lembrança para muitos esquecida. A morte de Dantinho, cujo corpo apresentava sinais de violência, reacende disputas em torno do Caso Araceli. No ano de 1973, a menor, Aracelli Cabrera Crespo, em Vitória-ES, chocou o país com seu fenecimento. Aracelli foi sequestrada, drogada, estuprada, teve seu rosto desfigurado com ácido, após ter feito, supostamente, um serviço de entrega de drogas para sua mãe. Araceli só foi sepultada três anos depois.

Araceli tinha 8 anos. A menina morava em Bairro de Fátima, na Serra, de onde saiu para ir à escola, na Praia do Suá, em Vitória. Após sair do colégio, foi vista por um adolescente em um bar entre o cruzamento das avenidas Ferreira Coelho e César Hilal, em Vitória. Depois disso, Araceli não foi mais vista. À noite, o pai, Gabriel Sanchez Crespo, iniciou as buscas. Em 24 de maio, dias após o desaparecimento, o corpo de uma criança foi encontrado desfigurado e em avançado estado de decomposição em uma mata atrás do Hospital Infantil, em Vitória

Os acusados, Paulo Helal e Dante de Bríto Michelini, eram conhecidos na cidade pelas festas que promoviam em seus apartamentos e em um lugar, na praia de Canto, chamado Jardim dos Anjos. Eu entendo que ainda muitas pessoas usam o termo Direitos Humanos de uma forma equiocada. Temos antes de tudo lembrar que nas obrigações sociais temos direitos e deveres em escalas proporcionais. Todavia a fundamentação de datas se transforma num momento de reflexão haja vista que a industria bilionária, a margem da lei, que compra e vende crianças como objetos sexuais, sujeita-as a uma das mais danosas formas de exploração do trabalho infantil, coloca em risco a saúde mental e física, e prejudica todos os aspectos do desenvolvimento de uma criança.

Isto posto é de se louvar que em termos genéricos a exploração sexual pode ser conceituada como sendo todo o tipo de atividade em que uma pessoa usa o corpo ou a sexualidade de uma criança ou adolescente para tirar vantagem ou proveito de caráter sexual, implícito ou não, com base numa relação de poder, pagamento com ou coerção física e psicológica. Envolvendo algum tipo de prazer financeiro ou sentimental para o adulto. Mas o mais importante além de conceituar precisamos perceber que de tudo isso o primordial é não se omitir. Informações sérias, com elementos formadores, e devidamente fundamentadas, (é um problema ainda pior acusar sem comprovação), porque a partir deste ponto é possível dar resolubilidade às denúncias e isso implica, pois, objetivos diferenciados que são os de fazer cessar imediatamente a violência sexual;.agir no sentido de evitar sua recidiva e notadamente e precipuamente punir de uma forma consistente e personalizada, os responsáveis pela violência (sem esquecer o indispensável desmonte e responsabilização das redes) e em segunda ordem atingir os pais negligentes.

Trata-se então de dois mundos a serem cuidados: o das dores e dos danos e o do processo de responsabilização e isso é que mais importa. É necessário atenção constante na educação dos filhos e em segundo lugar que as pessoas em geral tenham confiança que se alguém que estiver fazendo algo ilegal ou errado serão punidas por isso e as pessoas que sofreram lesão em seus direitos serão amparadas pelo poder público, respeitadas, ajudadas e auxiliadas a retomar o curso de sua vida voltando a produzir para a sociedade como um todo.

*Articulista

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