O que você precisa saber sobre 2025

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Não é a passagem de um ano para o outro que vai fazer você mudar se você não está disposto a olhar a vida acontecendo do seu lado (Foto: Carina Yano/Tv Sobrinho)

Uma jornada desafiadora a nível individual e coletivo, mas cheia de ensinamentos   

Carina Yano/Tv Sobrinho –

Você não precisa fazer tudo sozinho

Foto: Jandaia Caetano/Tv Sobrinho

Depois de muito tempo, eu aprendi que não preciso fazer tudo sozinha. Posso até conseguir, mas a exaustão uma hora vai chegar.

Sempre quis ser muito independente e esse desejo carrega um peso que ninguém vê. Depois tive o conhecimento que existia alguns medos por trás disso e eu precisava enfrenta-los de alguma forma.

O autoconhecimento é uma ferramenta muito importante nesses processos. Tive que reconhecer minhas fragilidades e enfim perceber que está tudo bem pedir ajuda ou ser ajudada de alguma forma. Aquilo não me tornava inferior.

Na verdade me tornava mais humana e humilde. A questão é que você não precisa se tornar alguém passivo, longe disso. É manter a individualidade e ao mesmo tempo sabendo que você não está sozinho e nem deve se isolar. É saber que somos seres sociáveis e precisamos uns dos outros, porém isso só deve acontecer de forma natural, sem controle e sem dependência.

Sobre amor

Foto: Carina Yano/Tv Sobrinho

Falar de amor é difícil, mas se torna fácil quando vem acrescentado de maturidade. Em 2025 o amor me ensinou que devemos ser mais compreensivos e ter mais compaixão conosco e com os outros. Não devemos ser egoístas (da forma negativa) porque o amor não se sustenta nessa esfera. Não podemos querer um espelho nosso, porque isso se torna uma auto obsessão.

Reconhecer o outro da forma mais crua que conseguimos, é uma forma de amor e respeito. Amar sem colonizar o outro.

No amor também acontecem negociações. E precisamos saber como conversar sem ferir o outro. Inclusive em 2025 eu aprendi isso da forma mais dura.

Percebi o quanto as nossas palavras podem ferir quem amamos e que pedir desculpa é necessário e é a coisa mais humana que fazemos.

Você não é perfeito

Foto: Carina Yano/Tv Sobrinho

A perfeição é uma grande ilusão. Um mero delírio coletivo.

Querer ser perfeito o tempo todo é muito cansativo. Por muito tempo eu fui essa pessoa, mas eu não percebia que o perfeccionismo estava mais prejudicando do que ajudando.

Por um lado, ele consegue fazer você avançar loucamente, porém você fica machucada no meio do caminho. Uma espécie de autoflagelação interna. E isso causa marcas psicológicas com consequências muito dolorosas.

Nesse caminho nunca tem uma linha de chegada. Claro que devemos sempre ser melhores a cada dia, mas quando se torna uma obsessão, o que era para ser um caminho saudável de autodesenvolvimento, acaba se tornando uma vida infernal.

A real é que por mais inocente que pode parecer essa busca por perfeição, por trás existem medos e arrogância. Sim, arrogância. Afinal, quem é você que não pode cometer erros e ser imperfeito?

A vida é muito imprevisível

Foto: Carina Yano/Tv Sobrinho

Uma coisa banal e clássica, é que a mudança é a lei da vida. Não existe nada estático.

Tudo está mudando o tempo todo, inclusive nós mesmos. Todos nós sofremos a ação do tempo e das imprevisibilidades da vida.

Todos nós sabemos que a vida é imprevisível, mas quase nunca estamos preparados para o que ela nos apresenta. Muita coisa aconteceu, novidades boas e não tão boas assim, perdas e crises de ansiedade.

Podemos nos preparar para o inevitável, mas nunca vamos prever como vamos nos sentir e como o impacto vai se propagar em nós.

As vezes a vida quer nos testar, inclusive a nossa força e fé. Diante disso, a vida pede pausas para processar e apenas respirar.

Não temos controle de nada

Foto: Carina Yano/Tv Sobrinho

A tentativa de controlar algo ou alguém tem um pano de fundo: o medo. Com o medo vem as inseguranças e a própria ansiedade.

Quando você tenta controlar o incontrolável, como a vida, é como andar atrás do próprio rabo.

Houve momentos que essa sensação de controle andava do meu lado. Não queria controlar as pessoas, mas queria controlar a forma como as coisas aconteciam para que nada de ruim acontecesse.

Teve várias situações dolorosas – e isso, fez com que eu me tornasse essa versão medrosa.

Ter medo não significa ausência de coragem. Porque as vezes você faz mesmo com medo.

Só que o desafio era manter a sanidade mental e o cansaço. Tentar controlar algo, gasta muito energia. E é uma energia em vão.

Depois de muita terapia e reflexões, fui começando a abrir mão do controle. Porém, o que mais ajudou, para ser honesta, foi a reconexão com a espiritualidade.

O conhecimento é maravilhoso, mas a sabedoria milenar e a conexão com algo maior que você, te deixa em paz (e isso é tudo que precisamos). Quando a gente se esvazia, nós abrimos espaço para Deus entrar.

A própria natureza tem o poder de nos ensinar o tempo de cada coisa, e inclusive respeitar tudo isso.

É preciso estar disposto para amadurecer

Foto: Carina Yano/Tv Sobrinho

O exercício da maturidade é algo interessante. É necessário deixar que algumas cascas se quebrem em nós mesmos para que algo novo surja.

Não é um processo fácil, mas é recompensador. Como dizem: envelhecer é um privilégio. De fato!

Acho que a junção da passagem do tempo com o nosso comprometimento de ser melhor a cada dia, torna a vida uma jornada enriquecedora. Crescer dói demais, mas não temos outra escolha. A não ser, viver como o Peter Pan eternamente.

Tem uma frase que fiz: “Crescer é uma arte de despedidas”. Se olharmos de perto, realmente é isso que acontece.

Maturidade é perceber as nuances desse crescimento e levar conosco aquilo que pode ser produtivo para as nossas vidas, e deixar para trás tudo aquilo que já não faz mais sentido.

Para isso acontecer é necessário ser flexível.

A prática do yoga diz muito sobre flexibilidade. A princípio estamos focados no nosso físico, mas no fundo essa flexibilidade diz mais sobre a nossa mentalidade.

É necessário abrir espaços e ser maleável diante da existência. Expandir!

A rigidez cansa, adoece, é pesada e chata. Neste espaço não há encontro com a criatividade. E a vida é sobre criar.

E o mais interessante é que essa maturidade não se constrói sozinho, e acredito que nunca tem um fim.

As pessoas ao nosso redor, de forma indireta ou direta, nos ajudam a construir essa estrutura interna para vida toda.

Converse com os seus monstros

Foto: Carina Yano/Tv Sobrinho

A maioria das coisas que eu achava ser um bicho de sete cabeças, na verdade, era apenas um coelho.

Dentro de nós construímos cenários aterrorizantes e os nossos monstros adoram ambientes assim, cheio de combustível e alimento.

A questão é que precisamos olhar para essas sombras, esses monstros, e entender o que eles querem. O que está por trás desses medos? Qual a pior coisa que pode acontecer?

Na maior parte do tempo, eles parecem ser maiores que nós, mas na verdade eles são minúsculos. Eles não definem quem nós somos.

Você também pode ser uma pessoa ruim

Foto: Carina Yano/Tv Sobrinho

Já dizia Carl Jung: “Ninguém se torna iluminado por imaginar figuras de luz, mas sim por tornar consciente a escuridão.”

Afinal, “de boas intenções o inferno está cheio”, né?

Não estou dizendo que você é a pior pessoa do mundo, mas também não é a melhor.

Por um bom tempo na minha vida, eu não sabia que eu podia ser uma pessoa ruim, má e cheia de falhas. Quando olhei para todo o lodo que havia em mim, foi difícil. A principio você fica confuso e até meio deprimido.

Depois de longos processos e experiências, pude entender o que tudo isso significa. Não quer dizer que eu passo pano para as coisas ruins que fiz. Pelo contrário, eu me responsabilizo.

A linha tênue desta responsabilidade fica entre você ser firme e forte no processo ou ficar se punindo eternamente.

Jesus dá o exemplo. Ele sempre perdoa. Por que não podemos nos perdoar também?

Vamos errar durante toda a nossa vida e isso não nos define. O que nos define é o que fazemos com isso.

Querendo você ou não, você será o vilão ou a vilã na vida de alguém. Cabe a você se responsabilizar e fazer o que deve ser feito. O resto é o resto.

Para sermos inteiros, é necessário reconhecer o paraíso e o inferno dentro de si mesmo.

Sentir e pessoas dão sentido a vida

Foto: Carina Yano/Tv Sobrinho

Hoje em dia a vida se tornou muito barulhenta. O espaço para o silêncio é mínimo e as pessoas costumam fugir dele.

E esse ruído normalmente vem dos nossos pensamentos: imagina uma mesa redonda cheia de gente falando ao mesmo tempo. Isso é a sua cabeça.

Acredito que para isso cessar um pouco é necessário abrir espaço para respirar e sentir.

Parece que atualmente as pessoas não querem sentir as coisas da vida. Se querem, é a parte boa somente.

Tristeza, raiva, angústia não.

Só que a gente sabe que a vida não é assim. É uma oscilação entre tudo que existe.

Todas as vezes que eu abria espaço para fluir no que eu estava sentindo, independente do que seja, a vida também fluía, e tudo ia passando. Eu sentia que isso dava sentido a vida.

A vida é movimento, dança.. as coisas precisam fluir para algum lugar.

E se tratando de pessoas, é incrível compartilhar a vida com as nossas pessoas.

Não quer dizer que será sempre fácil, na verdade, pode ser bem desafiador conviver com quem amamos, mas ao mesmo tempo é uma delícia.

As pessoas ao nosso redor podam nos ensinar muito sobre qualquer coisa. É claro que momentos de solitude são importantes, mas não tem como negar que estar entre pessoas é um verdadeiro teste para as nossas virtudes e pendências.

Não precisamos chegar ao extremo como na história do meu filme preferido ‘Into the Wild’ ou ‘Na natureza selvagem’ – baseado em uma história real, onde o protagonista, nos seus momentos finais chega a conclusão que a “felicidade só é real quando compartilhada”.

Aprenda a estabelecer limites

Foto: Jandaia Caetano/Tv Sobrinho

Sua energia não é para todo mundo. Precisamos aprender em quem e onde depositar a nossa disposição e energia, porque nem todos estão torcendo por você.

Ser boa é diferente de ser boazinha.

Acho que todos nós passamos por isso, pelo menos quem já teve o padrão de ser bonzinho ou boazinha demais. É interessante termos a virtude da bondade, mas tudo em excesso vira veneno (mesmo sendo bom).

Depois não entendemos porque estamos tão cansados. Provavelmente porque você disse sim, quando queria dizer não.

Isso drena energia. Por essa razão que você deve aprender a estabelecer limites, claros e objetivos da sua maneira.

A arte e a natureza podem nos salvar

Foto: Carina Yano/Tv Sobrinho

Eu até entendo Almir Sater quando ele diz na música dele que “nem a arte nos salvou”. Uma música profunda, inteligente e até profética, merece total reconhecimento. Ele coloca algumas ‘verdades’ cruas e difíceis da nossa realidade que realmente cabe no contexto atual.

Na minha realidade a arte e a natureza sempre me salva quando possível. Mesmo em meio ao caos do mundo e da minha própria cabeça.

A música, os filmes, os livros, a dança, são faíscas de esperança e alimento para a alma.

Já a natureza, é um santo remédio. Acalma, cura, transforma e abraça.

Tudo isso me salvou.

É necessário estar aberto para as bênçãos que chegam de graça.

A dor e o sofrimento nos leva de volta para o caminho da humildade

Foto: Carina Yano/Tv Sobrinho

Bem, não preciso dizer muita coisa sobre isso. Meu entretítulo já entrega muito.

A vida nos ensina a cada experiência para aqueles que estão dispostos a ver. Eu tenho a sensação que quando algo difícil acontece na nossa vida, existe sempre algo por trás.

Tenho a impressão que o sofrimento sempre descasca uma camada nossa para sermos seres humanos melhores.

É fácil ser arrogante. O ego sempre está a espreita para entrar em cena e acabar com todas as virtudes.

O universo, Deus, o que seja, encontra uma forma de nos mostrar que a humildade pode nos trazer a paz verdadeira. E que para ser grande, não há necessidade de rebaixar ninguém, nem os nossos próprios monstros.

Para ser elegante, é necessário atravessar o inferno de cabeça erguida e coluna ereta. Sem reclamações, apenas honrando o milagre de existir.

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