Instagram é o alvo. Uma hora a conta vai chegar e o preço será alto
Carina Yano/Tv Sobrinho –
Primeiramente devemos revisar o termo ‘Rede Social’. Hoje em dia não dá para chamarmos de Rede Social – afinal, essa nomenclatura evoluiu do mundo físico para o digital para criar conexões, acessar informações e construir identidade.
Chegamos numa realidade onde a rede social Instagram, virou mais um espaço marqueteiro, hiperestimulante e acariciador de ego com algoritmos feitos para te mimar.
Não devemos negar a importância da ferramenta para fins profissionais pela grande visibilidade. Afinal, o Instagram é uma vitrine. Porém, não fomos preparados para manusear uma ferramenta tão excitante para o cérebro.
Provavelmente as cabeças por trás dessa rede devem entender muito bem sobre neurociência, como o nosso cérebro funciona.
Os mecanismos que fazem ficarmos mais tempo dentro das redes envolve vício e dissociação.
O vício se interliga com a quantidade de seguidores, status social, número de likes e a própria rolagem infinita dos vídeos rápidos (reels) – gerando uma incerteza do que vem logo em seguida, logo, despejando doses de dopamina para você ficar preso lá dentro buscando cada vez mais aquele estímulo. E a dopamina altera a nossa percepção do tempo: ficar 5 minutos no Instagram parece que passou voando, agora 5 minutos na fila do mercado pode parecer uma eternidade.
Já a dissociação, é um processo psicológico envolvendo um fenômeno que abrange uns estados mentais: devaneios, estado absortivo, imersão etc. O estado dissociativo acaba abafando pensamentos ruins, ansiedades etc. Este estado foi importante para a evolução para tirar a preocupação das coisas ao redor.
Para entender o nosso contexto, existem dois tipos: dissociação ativa e dissociação passiva. A ativa envolve atividades como jogar vídeo game e assistir filmes. Já a passiva, é o que provavelmente você faz todos os dias: rolar o reels. Uma das características dessa dissociação, é não lembrar o que você acabou de ver.
Por isso que quando olhamos as pessoas mexendo nas redes, elas estão tão imersivas lá dentro que parecem até ‘zumbis’. Uma distração barata e de fácil acesso. Nosso cérebro adora economizar energia e quando vê esse ‘brinquedinho de adulto’, é óbvio que será atrativo.
O tempo de tela é discutido e felizmente recentemente algumas pesquisas mostraram que a porcentagem de vício é baixa, porém, não deixa de ser uma pauta preocupante – principalmente para os mais jovens.
Existem relatos em clínicas de psicologia mostrando prejuízos significativos em relação as redes sociais com a perda da produtividade, ansiedade, depressão e comparação excessiva. A vitrine do Instagram causa uma falsa sensação que a vida alheia é ‘perfeita’. Principalmente os jovens se esquecem ou não percebem que a vida real é totalmente diferente do digital.
Os impactos na saúde mental também incluem a má qualidade do sono pelo uso excessivo de tela durante a noite. Nunca na história houve tanta diversidade de luz durante o período noturno. Uma das coisas para melhorar o sono, é diminuir o máximo de contato com luz ao anoitecer. O nosso cérebro vai começar a entender que é a hora de dormir.
É válido falar também sobre o Fear of Missing Out (FOMO), na tradução ‘Medo de Ficar de Fora’. Uma sensação que está perdendo algo que todo mundo está sabendo. Isso gera uma ansiedade gigantesca, porque é praticamente impossível acompanhar o ritmo e ficar por dentro de tudo que está acontecendo.
Antes a maior comparação que você poderia fazer, era com o seu colega da escola ou o seu vizinho. Agora você se compara com o mundo inteiro.
Estes grandes estímulos, a longo prazo, podem ser perigosos. Principalmente quando se trata de construir coisas sólidas que envolve estudo, pensamento de longo prazo, paciência e tempo. As redes fazem parecer que tudo é rápido… infelizmente, a população pode estar emburrecendo.
Digo isso, por duas situações. A primeira é que as pessoas estão lendo menos e consumindo cada vez mais conteúdos rasos e rápidos – sem contar, a disseminação de fake news, que agora com a inteligência artificial, se torna um terreno perigoso.
A segunda questão envolve a polarização. O nosso cérebro tende a ir para os extremos: “nós contra eles”. E a rede social nos convida a ir para o extremo: a famosa câmara de eco, onde informações e opiniões que reforçam as crenças de uma pessoa são amplificadas e repetidas, enquanto pontos de vista divergentes são excluídos, criando uma sensação de consenso e isolando os indivíduos de perspectivas diferentes.
Aí você imagina isso em um contexto político ou de qualquer outra ideia. Sim, vai dar ruim.
O debate racional acaba se tornando um debate emocional. O nome pra isso é: polarização afetiva – onde você ataca a pessoa e não a ideia. Na internet o discurso não tem consequências, na vida real tem.
Anteriormente eu estava falando do FOMO. Agora existe o JOMO (Joy of Missing Out): o prazer de estar offline. A tendência apareceu em 2024 e em 2025 houve um movimento nesse sentido de se desconectar do digital e viver mais o que é real.
O Instagram surgiu em 2010 e sofreu inúmeras transformações. Antes era possível apenas postar fotos com filtros simples. Havia uma autenticidade nas postagens. As pessoas não se preocupavam muito com o que estavam colocando no seu feed – se traduz como um álbum de fotografia, onde havia naturalidade e espontaneidade.
Os dados atuais apontam que o Instagram tem mais de 3 bilhões de usuários ativos mensais globalmente.
E hoje já é totalmente diferente da sua origem. Ele evoluiu. Evoluiu?
Dados: Reservatório de Dopamina
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