Consciência Negra: secretário de Mundo Novo diz sobre cotas, discriminação e feriado recente

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Material foi veiculado originalmente no Jornal Fala Sério de novembro

Jandaia Caetano/Tv Sobrinho –

A Tv Sobrinho entrevistou no último dia 20, feriado da Consciência Negra, o secretário municipal de Meio Ambiente, Adriano Oliveira. O professor de karatê estava no Moa Eventos, em uma ação do senador Nelsinho Trad (PSD) e conversou com a nossa reportagem.

Ele disse que é contra a política pública de cotas raciais nas universidades, “porque o negro tem capacidade igual o branco também” As cotas se tonaram lei (12.711/2012) e reservam 50% das vagas nas instituições federais para estudantes negros (pretos e pardos), indígenas, com deficiência e de baixa renda, desde que tenha cursado o Ensino Médio na escola pública. A medida é vista como um ato compensatório pelas dificuldades sociais que estes grupos enfrentaram e enfrentam na sociedade brasileira.

Adriano afirmou que a data de 20 de novembro é importante e que foi “uma data que conseguimos ter o respeito”. Ela virou feriado apenas em 2023, já que movimentos socias negros rechaçam o 13 de maio, a Lei Áurea, quando a princesa Isabel assinou a abolição da escravatura no país em 1988 (último da América a fazê-lo). O dia 20 é uma referência ao aniversário de morte de Zumbi dos Palmares, em 1695, quando o líder fundou uma comunidade no interior de Alagoas e lutou contra o império português.

Apontou que ainda há pessoas que não discriminam com a boca, mas com o coração e que tem orgulho de ser negro.

“Eu discordei de quando eu fui pro quartel…e o médico falou pra mim, você é de cor parda. Eu disse não, eu sou negro, porque eu tenho que defender a minha pele”, explicou Adriano, conhecidíssimo na região e no estado como shihan Adriano, professor de Karatê Kenshi-Kai.

No último dia 20, a Tv Sobrinho, no programa Pensando Nisso, entrevistou a vereadora Eliete Tell, a Neguinha do PT (clique aqui e assista).

Negro ou preto: qual a diferença atualmente

UEMS de Mundo Novo: 45% de cotas

Se referir com a palavra preto foi por muito tempo, pela comunidade negra e sociedade, visto como dita de forma discriminatória e pejorativa, mas hoje a palavra vem ganhando ressignificado dentro da comunidade, que não vê termo negativo na sua fala, ao contrário da palavra negro que tem várias correlações negativas (futuro negro, mercado negro, câmbio negro…).

O IBGE utiliza cinco categorias de cor ou raça: branca, preta, amarela, parda e indígena. A classificação é feita na autodeclaração do individuo no censo. Para cotas é verificado o fenótipo  (cor do cabelo, textura da pele, altura, formato do rosto, além de características, bioquímicas, fisiologias e/ou comportamentais.).

As cotas que se referem a raça negra integra pretos (10,2% da população brasileira) e pardos (45,3%) o que acaba gerando polêmica em algumas situações. A população branca ficou em 43,5%. A indígena 0,6% e a amarela 0,4%.

Na Uems (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul), 45% das vagas são por cotas: 20% negros; 10% indígenas; 10% residentes no estado: e 5% pessoas com deficiência.

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