Jandaia Caetano/Tv
Em um investimento de R$ 18 milhões, que promete cerca de 50% de cobertura de saneamento básico na área urbana de Mundo Novo, a obra segue para a sua reta final, com a implantação de tubulação e recuperação de calçada na Rua Senador Filinto Müller, entre a cooperativa Sicredi e a Escola Estadual Castelo Branco, no Centro da cidade.
Após isto, a DMP Engenharia promete realizar as ligações das bombas, ligação da estação elevatória a ETE (Estação de tratamento de Esgoto) e o fechamento da obra, com o serviço de paisagismo na ETE. A programação, segundo o encarregado Elias Aguirre, é a entrega para a Sanesul no começo do ano, para o início da atividade aos consumidores. A Tv Sobrinho visitou a ETE no mês passado (clique aqui),
A nossa reportagem apurou que a DMP não irá construir a Lagoa de Polimento + Leito de Secagem na ETE, ação que estava no projeto original. Segundo Elias, a ETE pode funcionar sem a lagoa, apenas com o reator anaeróbico já instalado.
Entramos em contato com a gerência regional da Sanesul em Naviraí e com a Comunicação estadual da empresa, mas não obtivemos resposta até o fechamento da matéria.
Esta pode ter sido uma alternativa da empresa de saneamento para a repactuação econômica com as empresas. No final de 2023, duas quadras na Avenida Salvador também foram retiradas do projeto inicial e perderam o benefício do saneamento.
Universalização até 2027
Neste mês o gerente regional da Sanesul, Marcelo Piell, de Naviraí, visitou Mundo Novo e Eldorado e prometeu universalização do saneamento básico. Em Eldorado até o final de 2026 e em Mundo Novo até 2027. O mesmo deve ocorrer em Iguatemi. Itaquiraí e Sete Quedas estão com obras atualmente.
O governo do estado e os munícipes de Mundo Novo vem enfrentado problemas com as empresas responsáveis pelo serviço. O atraso da obra, programada para ser entregue em 2023, ocorreu após pedidos de alinhamento de preços. A obra foi dividida em duas licitações e em ambas houve o pedido de realinhamento econômico.
As licitações foram vencidas pela Vale do Ouro (R$ 12,7 milhões) e DMP (R$ 5,1 milhões), preço inicial (sem os aditivos) – clique aqui e veja. A DMP teve um trabalho da rede coletora feito com poucas críticas. Apesar da morosidade, ela optou por passar a rede nas calçadas. Já a Vale do Ouro foi amplamente criticada pelo trabalho de recuperação asfáltica por onde passou a tubulação, e o governo municipal chegou a entre na Justiça (clique e veja).
Já o consumidor tem o benefício do saneamento e o peso do custo na conta de água. Mato Grosso do Sul tem, segundo o governo estadual, umas das menores taxas do país: 50% do valor do consumo de água. No vizinho Paraná, o valor é de 80% cobrado pela Sanepar, o que gerou bastante reclamação da população guairense. A cobrança estava suspensa nos últimos anos (clique aqui e veja)
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