“O pai que deixa seu filho 12 horas no celular devia ser punido”, diz psicólogo homenageado em capacitação de Mundo Novo

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Advogado Carlos Rogério levantou debate sobre limite entre cuidados dos pais com o ambiente digital dos filhos e o direito de crianças e adolescentes a privacidade

Vídeos que compõem a matéria foram veiculados originalmente no Jornal Fala Sério, da última quarta-feira 

Jandaia Caetano/Tv Sobrinho –

O 1º Capacita Mundo Novo Somos Todos Crianças foi iniciado na última quarta-feira, na câmara de vereadores. Na abertura, presença dos três poderes: Legislativo (presidente Pinduca), Executivo (prefeita Rosária) e Judiciário (juiz Guilherme).

Participam integrantes das redes de proteção aos direitos das crianças e dos adolescentes de Mundo Novo, Iguatemi, Itaquiraí e Sete Quedas. A organização é do CMDCA (Conselho Municipal do Direito da Criança e do Adolescente) de Mundo Novo, com apoio da prefeitura, câmara e conselho municipal de segurança.

Iguatemi se fez presente com 15 pessoas, integrantes da assistência social do município e do Conselho Tutelar, na foto, ao lado do presidente do CMDCA de Mundo Novo Adam Amaral (foto: Jandaia Caetano/Tv Sobrinho)

O evento encerra nesta sexta, com palestrantes de Campo Grande: juíza Katy Braun (Vara de Infância e Adolescência); delegado Roberto Morgado (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente); e conselheiro tutelar Adriano Vargas (presidente da associação dos conselheiros tutelares do estado).

Thiago Moreira é homenageado e cita hiperconectividade infantil

Thiago Moreira, psicólogo do Cras São Jorge de Mundo Novo a apresentador do programa pensando Nisso, da Tv Sobrinho (foto: Jandaia Caetano/Tv Sobrinho)

O psicólogo Thiago Moreira, integrantes da assistência social de Mundo Novo no Cras (Centro de Referência de Assistência Social) São Jorge, recebeu uma placa do presidente do CMDCA local, Adam Amaral, pelo serviço prestado na proteção aos direitos das crianças e dos adolescentes.

Ele palestrou sobre ‘A importância de brincar no desenvolvimento infantil” e citou que na China até os oito anos não há prova escolar, apenas o aprendizado de civilidade. Apontou que como as crianças não estão brincando como antigamente acontecia, elas estão ficando “empobrecidas emocionalmente e psicologicamente”.

Afirmou ainda que

“as nossas crianças não estão sendo preparadas para o futuro. O pai que deixa seu filho de 12 a 14 horas no celular devia ser punido. O Instagram foi considerado a rede social mais tóxica em estudos recentes”, disse Thiago.

O psicólogo concluiu que é importante repensar a maneira “como estamos educando nossas crianças” e que é necessário “transformar a criança de hoje em um indivíduo produtivo, que protege os direitos dos outros no futuro”.

Pneumologista de Eldorado, Hemerson Balan, palestrou nesta quinta-feira sobre o Vape: Um novo desafio na saúde e no cuidado dos jovens (foto: Jandaia Caetano/Tv Sobrinho)

O segundo dia ficou marcado também pela palestra da professora Elen Davi, mestre em História, que trouxe o Autismo como tema.

Advogado apresentou linha tênue entre proteger e invadir e juíza afirmou: “Uma menina de 10 anos não pode ter namoradinho”

O primeiro dia da capacitação terminou com palestra da juíza Mayara Schaefe, que apresentou normativas de proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital.

Carlos Rogério, advogado representante do conselho estadual da OAB no local, levantou o debate sobre como os cuidados dos pais com o ambiente digital dos filhos ao mesmo tempo em que se deve respeitar a privacidades dos mesmos, um direito dos filhos, segundo o Eca (Estatuto da Criança e do Adolescente).

“Me deixa em uma encruzilhada, mas acredito que o diálogo é o melhor caminho”, citou o advogado.

Carlos Rogério mostrou dificuldade entre direitos das crianças e deveres dos pais (foto: Jandaia Caetano/Tv Sobrinho)

O promotor Paulo Macedo, da Infância e Juventude de Mundo Novo, corroborou da preocupação:

“É um desafio, porque precisamos garantir o direito da criança para que eles não possam achar normal a invasão de privacidade e isto acontecer no futuro, com o marido mexendo no celular dela (sua filha)”, ponderou o promotor.

Promotor Paulo mostrou preocupação com excessos dos pais e impacto futuro nas crianças e adolescentes (foto: Jandaia Caetano/Tv Sobrinho)

Mayara palestrou sobre o tema Adultização e foi taxativa:

“Uma menina de 10 anos não pode ter um namoradinho. Isso é adultização”, disse a juíza.

Ela ainda citou adolescentes fazendo skincare e postando nas redes sociais, “gerando em adolescentes sem acesso a estes produtos caríssimos, se sentido feias”. Apontou baixa autoestima, distorção de autoimagem, ansiedade, depressão e transtornos de humor como reflexos negativos do uso inapropriado da internet.

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