Assinatura do contrato da PPP do Hospital Regional deve acontecer em março de 2026, prevê governador de MS

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Riedel apresentou projeto a possíveis interessados (Foto: Divulgação, B3)

Um dos objetivos da Parceria Público-Privada é construção de novo prédio e aumento de leitos em 60%

Thalya Godoy/Midia Max –

A assinatura de contrato da PPP (Parceria Público-Privada) do HRMS (Hospital Regional de Mato Grosso do Sul) deve ocorrer em março de 2026. Essa foi a previsão feita pelo governador Eduardo Riedel (PSDB) a possíveis interessados durante audiência pública realizada na B3, em São Paulo, na tarde desta quinta-feira (24).

O encontro tirou dúvidas e explicou os principais pontos do projeto bilionário que pretende reformar os edifícios antigos e ampliar a atual estrutura do HRMS em Campo Grande. Uma das metas é que seja concluído em 30 meses um novo prédio, o que pode aumentar em 60% a quantidade de leitos.

 “A expectativa é que a gente venha para B3 ainda este ano, provavelmente em dezembro para colocar o projeto ao mercado. Agora estamos nesta fase de estruturação, reuniões para esclarecer as dúvidas, dando muita transparência, para que depois tenha a audiência pública, lançamento do edital e posteriormente o leilão, com a previsão de assinatura do contrato em março de 2026″, previu o tucano.

O que vai mudar?

O HRMS foi inaugurado em 1997 e é o maior hospital público de Mato Grosso do Sul. Tem área total de 90 mil m², sendo 32 mil m² de área construída. O prédio principal possui 10 pavimentos. O hospital dispõe de 362 leitos e oferece atendimento em 46 especialidades médicas, sendo 100% voltado ao SUS (Sistema Único de Saúde).

Na proposta de projeto para o HRMS foi adotado o modelo de bata cinza, ou seja, apenas os serviços não assistenciais ficam sob gestão administrativa da empresa concessionária: recepção, portaria e vigilância, lavanderia, limpeza e jardinagem, nutrição, manutenção predial e engenharia clínica, Central de Material Esterilizado (CME), logística de almoxarifado e farmácia, transporte de pacientes e necrotério, tecnologia da informação, água, energia e gases medicinais e fornecimento de insumos hospitalares.

Atingindo 71.000 m² de construção, estão previstos dois novos blocos que devem ampliar a capacidade de atendimento de 362 para 577 leitos, totalizando 59% de aumento no número de leitos. E ainda, a ampliação do estacionamento que passa a oferecer 753 vagas.

O valor dos investimentos iniciais é de R$ 952 milhões e custos operacionais de manutenção estimados em R$ 158 milhões ao ano. Ao todo, serão R$ 4,7 bilhões em na operação de serviços a serem realizados pelos próximos 30 anos.

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