Graciane de Sousa Silva não resistiu após sofrer infecção generalizada

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Proprietário da casa levou a vítima até a unidade de saúde

Elaine Oliveira/ Capital News –

Graciane de Sousa Silva, vítima de agressões atribuídas ao ex-marido, morreu no domingo (25), aos 12 anos, em decorrência de uma infecção generalizada.

Moradora de Angélica, a 323 km de Campo Grande, ela é a 12ª vítima de feminicídio registrada em Mato Grosso do Sul neste ano.

A família está abalada e pede que a justiça seja feita.

Segundo o delegado Diego Henrique, o marido de Graciane, que está sendo investigado, voltou a negar as agressões.

“Pelo laudo que temos em mãos, não há indícios claros de que o acusado tenha agredido a vítima”, afirmou ao site Nova Notícias.

Apesar disso, familiares contestam a versão apresentada pelo suspeito.

De acordo com uma prima da vítima, Graciane costumava manter contato frequente com a irmã e já havia relatado humilhações e zombarias por parte do companheiro.

Ainda assim, negava sofrer violência física.

A situação mudou quando ela fez uma ligação em desespero, pedindo ajuda ao pai.

“Ela ligou gritando, desesperada. O pai de Graciane disse para ela pegar uma roupa e ir procurar um posto de saúde ou hospital”, contou a prima Penélope.

Foi o proprietário da casa onde o casal vivia quem a levou até uma Unidade Básica de Saúde.

No local, Graciane revelou as agressões e torturas sofridas.

Devido à gravidade do quadro clínico, foi transferida ao Hospital Regional de Nova Andradina, onde chegou em estado crítico.

“Na quinta-feira (22), a enfermeira relatou que ela estava entubada, que ela chegou quase morta no hospital”, relatou Penélope.

Com poucos contatos na cidade, a família precisou buscar informações ligando constantemente para a unidade hospitalar e para a delegacia.

No domingo, a notícia devastadora: Graciane não resistiu.

“A moça ligou e disse que ela não tinha resistido, que a pressão dela tinha baixado muito”, disse a prima, emocionada.

O caso segue sendo investigado. Enquanto isso, a dor da família e o clamor por justiça se somam à estatística alarmante de violência contra mulheres no Estado.

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