Homens levam golpe de venda de carro na internet e delegado de Mundo Novo alerta: “Dois destes por mês”

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Caseiro alega ser vítima e que foi coagido a transferir veículo; tema foi tratado no programa A Cara do Brasil   

Jandaia Caetano/Tv Sobrinho –

Um homem que trabalha como caseiro no Centro de Mundo Novo, e que se apresentou como Divino, procurou a Tv Sobrinho no início do mês e relatou que foi vítima de uma coação que resultou em transferir o seu veículo para outro homem, que também foi vítima de um golpe bastante conhecido no meio policial: o Golpe do Intermediário.

Divino colocou seu veículo à venda e recebeu a resposta de um interessado de que pagaria R$ 22 mil pelo automóvel, um Fiat Palio. Porém, o intermediário (no caso, o golpista), disse que repassaria o carro para outra pessoa e pediu sigilo ao Divino para que ele pudesse receber a sua comissão no repasse do automóvel. O problema, conforme explicado pelo delegado de Mundo Novo, Alex Junior, é que o intermediário uso do mesmo artifício para a pessoa que está comprando o automóvel. Ou seja, os dois se veem, o interessado confirma a compra e vai fazer o pagamento via pix para o golpista.

Quando o comprador voltou para pegar o veículo, Divino explicou que ainda não havia recebido o pix. Segundo o caseiro, o comprador, que também era uma vítima, passou a acusá-lo de conluio com o golpista. Ele afirma que foi ameaçado e levado para à delegacia e que não conseguia explicar que nada tinha a ver. Foi levado ao cartório e coagido a passar o veículo para o nome do comprador.

Divino afirmou que perguntou o preço pago e a resposta foi que o valor foi de R$ 9 mil. Divino voltou á delegacia no dia seguinte e apontou que seu carro valia R$ 25 mil. O delegado explicou à Tv Sobrinho que isto acontece porque o golpista pega a foto do veículo e faz um novo anúncio, em um valor bem abaixo, no caso, de R$ 9 mil.

O que seria duas vítimas, acabou se tornando uma só, já que fazer uma compra de um veículo que vale R$ 25 mil por R$ 9 mil passou a ser um bom negócio para a ‘segunda vítima’ (o comprador). Divino foi até o bairro Vila Nova e viu seu carro com o sogro do comprador. Ele propôs a venda e a divisão do dinheiro, o que normalmente é o que o juiz indica (divisão da despesa provinda do golpe). A situação seria até interessante para o comprador, já que teria seu dinheiro restabelecido e o prejuízo ficaria somente com o Divino, o vendedor.

O caseiro ficou de retornar à emissora no dia seguinte, ao programa A Cara do Brasil do dia 03 (sábado), para dar uma entrevista, mas não apareceu Ele cuida de um filho sozinho e compraria um patinete para a criança com a venda do carro. Divino falava até em tirar a própria vida. Sem contato como caseiro, a Tv Sobrinho acabou não sabendo mais o desdobramento.

Alex Junior, delegado de Mundo Novo, explicou que acontecem em média dois casos desta natureza por mês. Até o momento da publicação da matéria não recebemos um retorno da delegacia sobre o andamento desta situação.

Vários golpes na praça

O que não falta é golpe. A Tv Sobrinho recebeu uma ligação de um golpista afirmando que a segurança do bairro São Jorge é feita pelo tráfico de drogas, citando uma organização criminosa. Claro, ele diz que o grupo está evitando furtos e roubos e pede “uma contribuição’.

Outro golpe conhecido é o que liga em seu celular afirmando que uma compra suspeita foi feita em seu nome. A partir daí você passa a passar dados e enquanto é enrolado na ligação é feito empréstimo em seu nome. Um aposentado chegou a ter o empréstimo de R$ 20 mil feito (pelos golpistas) em sua conta e quando eles iam transferir o dinheiro ele acabou alertado pelos parênteses e encerrou a ligação.

Outro golpe conhecido é o do celular clonado em que o seu “amigo ou familiar” pede dinheiro por que sua conta está com problemas. Enfim, enquanto a maioria trabalha, outros se especializam em enganar. Conseguir identificar e desbaratar estes crimes virtuais é muito difícil, segundo a própria polícia. Cuidado. Eles estão à solta.

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* Global Internet, Gráfica Olímpica e Escritório Bandeirantes apoiam o trabalho do jornalista autor desta matéria.

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