Pesquisa com capivaras de MS entra em estudo global contra atropelamentos

0
45
Capivara atropelada em avenida de Campo Grande (Foto: Divulgação/Campo Grande News)

Material auxilia no planejamento de vias mais seguras para animais e pessoas

Campo Grande News –

Pesquisa sobre atropelamento de capivaras em Mato Grosso do Sul integra o estudo “Dados globais de atropelamentos: um conjunto de dados sobre a mortalidade de vertebrados terrestres causada por colisão com veículos”, publicado na Nature, prestigiada revista científica.

O levantamento inclui 208.570 registros de atropelamentos de vertebrados terrestres de 54 países em seis continentes, abrangendo dados coletados entre 1971 a 2024.

“É um compilado de vários estudos no mundo inteiro sobre atropelamento de fauna. Um desses estudos é o que eu desenvolvi em Mato Grosso do Sul com as capivaras”, afirma a bióloga Ana Carolina França Balbino da Silva, mestre em Ecologia e Conservação.

Bióloga durante pesquisa com capivaras em Campo Grande. (Foto: Divulgação/Campo Grande News)

A pesquisa sobre os roedores foi realizada entre 2018 e 2020, mas utilizando dados de um período de 12 anos: de 2008 a 2020.

“Publicar em um periódico da Nature é um reconhecimento incrível. Mas o que mais me emociona é saber que esse datapaper não é só um conjunto de números. Ele revela padrões do atropelamento de fauna no mundo e isso pode salvar vidas, tanto animais quanto humanas. Agora qualquer pesquisador ou gestor pode usá-los para planejar rodovias mais seguras e criar políticas de conservação”, diz a pesquisadora.

Conforme o artigo, um conjunto de dados abrangente de locais de atropelamentos é essencial para avaliar os fatores que contribuem para o risco e melhorar a compreensão de seu impacto nas populações de animais selvagens e nas dimensões socioeconômicas.

Além da pesquisa desenvolvida na UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) por Ana Carolina e Luiz Gustavo Rodrigues Oliveira Santos, o estudo também teve dados sobre MS do ICAS (Instituto de Conservação de Animais Silvestres).

Ana Carolina é mestre em Ecologia e Conservação. (Foto: Divulgação/Campo Grande News)

Obs. A nossa caixa de comentários está aberta mais abaixo, caso o leitor queira participar.

 

Artigo anteriorCom cinco dias de evento, abertura da 46ª Festa das Nações de Guaíra acontece nesta quarta-feira (30)
Próximo artigo“Se a cidade tiver projeto, não falta dinheiro para executá-lo”, afirma o presidente da Assembleia Legislativa do PR

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui