Perícia confirma que Giseli foi queimada viva em poço no Mato Grosso do Sul

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O crime, que marcou o sexto feminicídio do ano em Mato Grosso do Sul, ocorreu em 1º de março

Viviane Freitas/ Capital News –

A perícia concluiu que Giseli Cristina Oliskowiski, de 40 anos, foi queimada viva dentro de um poço no bairro Aero Rancho. O laudo aponta que o corpo foi encontrado até 12 horas após a morte. O crime, que marcou o sexto feminicídio do ano em Mato Grosso do Sul, ocorreu em 1º de março.

O documento do Imol (Instituto de Medicina e Odontologia Legal) foi finalizado um dia após Giseli ser assassinada pelo namorado. O laudo revela detalhes sobre as agressões sofridas pela vítima antes da morte. Hematomas na cabeça indicam que ela foi agredida antes de ser incendiada, mas os ferimentos não foram a causa do óbito.

De acordo com a perícia, as queimaduras foram as responsáveis pela morte. Exames internos e externos apontaram sinais de asfixia, levando à conclusão de que Giseli morreu por “carbonização por ação térmica – queimadura direta”. A rigidez cadavérica e outros sinais no corpo indicam que a morte ocorreu entre 12 e 24 horas antes do exame necroscópico.

Giseli foi a sexta vítima de feminicídio em Mato Grosso do Sul neste ano. Vizinhos relataram ter ouvido gritos vindos da casa do casal antes do crime. O suspeito, Jeferson Nunes Ramos, teria aberto parte de um poço desativado no quintal para jogar o corpo e atear fogo. Ele foi preso logo após o crime, ocorrido na Rua Filipinas.

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