Itaquiraí, Sidrolândia, Ponta Porã e Terenos são os municípios com maior número de produtores
Helio de Freitas/Campo Grande News –
O calorão e a estiagem nos principais polos do agro em Mato Grosso do Sul afetaram em cheio a produção agrícola estadual entre 2024 e 2025. Apesar de o principal setor ainda considerar prematuro falar em perdas, ao menos 40% das lavouras de soja foram impactadas pelas condições climáticas.
Outra área castigada pelo clima foi a produção de leite. O estado tem pelo menos 24 mil produtores de leite (números do Censo de 2017, o mais recente) e coleta em média 10 milhões de litros por mês. Itaquiraí, Sidrolândia, Ponta Porã e Terenos são os municípios com maior número de produtores.

No Assentamento Itamarati, município de Ponta Porã, 40% da produção foi prejudicada pelo calor e estiagem. Lavouras cultivadas para silagem (alimentação destinada ao rebanho leiteiro) morreram por falta de chuva e as que nasceram tiveram desenvolvimento baixo.
Eder Souza, coordenador da Câmara Setorial Consultiva do Leite e produtor, afirmou que a maioria dos associados da cooperativa do Assentamento Itamarati recorreu ao Proagro – programa do governo federal que oferece proteção financeira a produtores rurais.
“Dos produtores que contrataram financiamento para bancar o custeio, 90% entraram com pedido de Proagro e os peritos estão fazendo levantamento para entregar a documentação ao banco. Entre os demais, teve produtor que conseguiu colher bem e fazer a silagem e outros não conseguiram documentação para entrar com pedido de seguro”, explicou Eder ao Campo Grande News.




