Indígena é morto em confronto na região de Antônio João

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Cimi acusa atuação de policiais militares que teriam atirado no jovem

 

Uma pessoa morreu nesta quarta-feira (18) em confronto registrado em território indígina Nhanderu Marangatu, no município de Antônio João.

O jovem Neri Guarani Kaiowá, 23 anos, foi morto a tiros durante ataque à retomada dos indígenas na Fazenda Barra.

Uma mulher também teria sido atingida na perna por disparos de arma de fogo e os barracos da retomada foram destruídos.

A Força Nacional não estava em área.

Segundo o Conselho Indigenista Missionário (Cimi), o tiro que atingiu a vítima teria partido de policiais militares.

Conforme os indígenas, atiradores “mercenários” estavam junto à PM durante o ataque realizado contra a comunidade.

Segundo a entidade, a violência contra os Guarani e Kaiowá começou na madrugada e seguiu pela manhã.

A ação dos policiais gerou revolta entre os indígenas, que passaram a avançar para o local em que o corpo foi levado do indígena morto foi levado.

Novos confrontos se estabeleceram, mas os policiais seguiram com a decisão de afastar o corpo dos Guarani e Kaiowá.

Investigação

Segundo o governador Eduardo Riedel, o caso será investigado e uma equipe de perícia foi enviada ao local.

Ele e o secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública, Antônio Carlos Videira, concederam entrevista coletiva para comentar o acontecido na região de fronteira com o Paraguai.

“Lamentamos profundamente o episódio; tudo que a gente não queria era que isso acontecesse.

Ontem (17), conversei bastante com a procuradora da FUNAI aqui.

Claro que gostaríamos de evitar confrontos, mas, infelizmente, fugiu ao controle, e agora queremos gerenciar a crise para que não haja mais nenhuma morte”, disse o secretário.

Riedel disse que Mato Grosso do Sul tem buscado avançar em políticas públicas nas comunidades indígenas para o seu desenvolvimento.

“É um tema complexo que estamos vendo aqui, que foge completamente a essa discussão.

Essa discussão acaba estando dentro de um contexto muito sério no Brasil, que é uma relação não só internacional, mas de disputa de facções criminosas no Paraguai.

A decisão é que o Estado garanta a segurança dessa família.

Vamos cumprir a decisão judicial e garantir o acesso das pessoas a essa propriedade; esses ataques estão acontecendo, e a última coisa que queremos é qualquer tipo de confronto, principalmente que resulte em óbito ou feridos, como temos visto”, disse.

Fonte: Rogério Vidmantas
Capital News

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