Unidades Básicas de Saúde seguem novo padrão do Ministério da Saúde, com foco em inclusão, sustentabilidade e saúde digital, após uma década
O Ministério da Saúde lançou um novo projeto arquitetônico de referência para o Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), atualizando os padrões dos estabelecimentos de saúde após uma década.
O Projeto Referencial de Arquitetura e Engenharia para as Unidades Básicas de Saúde (UBS) Porte 1 prevê a construção de 1.800 unidades em todo o país, com um investimento de R$ 4,2 bilhões.
No Mato Grosso do Sul, estão programadas 37 UBSs, totalizando um aporte de R$ 89,5 milhões.
Os novos projetos foram elaborados por uma equipe multidisciplinar, incluindo arquitetos, engenheiros e especialistas do Ministério da Saúde, e trazem inovações significativas para os serviços assistenciais.
Entre as novidades estão a inclusão de salas de amamentação, espaços integrativos e comunitários, áreas específicas para atendimento a mulheres vítimas de violência, salas de medicação conforme normas sanitárias, consultórios acessíveis, amplas salas de vacinação, e integração de soluções de saúde digital, como a telessaúde, que conecta a atenção primária com a especializada.
As UBSs serão organizadas em núcleos temáticos assistenciais, promovendo uma abordagem integral e humanizada no cuidado à saúde.
Essa organização busca melhorar a gestão clínica, promover o acolhimento e garantir acessibilidade em um ambiente inclusivo e acolhedor.
O projeto também incorpora diretrizes sustentáveis alinhadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da ONU, com ênfase em ventilação natural, uso racional de recursos hídricos e energéticos, e a adoção de tecnologias de energia renovável, como a energia solar.
Além das práticas de sustentabilidade, o projeto integra princípios de acessibilidade e saúde digital, reforçando o compromisso do governo federal com a construção de estruturas de saúde resilientes e adaptáveis às mudanças climáticas.
Essas novas diretrizes também estão em sintonia com as políticas atualizadas da Atenção Básica e Especializada, além de orientar a construção de novas maternidades de acordo com as premissas de atenção hospitalar do ministério.
Fonte: Fernanda Oliveira
Capital News




