Influencer responsável por evento de motos onde jovem de 20 anos morreu vai responder por homicídio, diz polícia

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Pista do Autódromo onde ocorreu o acidente. — Foto: Divulgação

Segundo a polícia, o evento foi organizado por Manolo, em parceria com o proprietário do Autódromo. O diretor administrativo do local, Sandro Moura, disse que a reunião ocorreu de forma legal e que havia socorristas de plantão no local.

O influencer digital e empresário Manolo, de 40 anos, um dos responsáveis por organizar o “Motor Sound Brasil”, vai responder por homicídio simples, em caso de acidente automobilístico com vítima. Na madrugada deste domingo (2), um motociclista de 20 anos morreu após bater em outra moto, onde estava um casal, enquanto ambos faziam manobras. Ninguém usava capacete.

Manolo tem mais de 100 mil seguidores nas redes sociais. O g1 tentou contato com o influencer, mas não obteve retorno até a publicação.

Influencer e empresário Manolo — Foto: Reprodução/Instagram

Segundo o delegado responsável pelo caso, Felipe Medeira, o local do acidente já estava totalmente descaracterizado quando a perícia chegou. A princípio, a polícia responsabiliza dois suspeitos, o organizador do evento e influencer Manolo, e o homem que pilotava a outra moto envolvida no acidente.

O homem que pilotava a outra moto envolvida no acidente está sob custódia da polícia em uma unidade de saúde e deve ser indiciado por homicídio com dolo eventual, quando se assume o risco de matar. O influencer Manolo segue foragido.

O que diz a defesa

O outro piloto envolvido no acidente relatou que estava de capacete e que a vítima estava sem, além disso, atribuiu a culpa do acidente para o jovem de 20 anos. Segundo o suspeito, o outro piloto invadiu a pista dele.

Contudo, a polícia desconfia da hipótese, já que as provas colhidas no local indicam outra versão.

“As pessoas que estavam no local afirmaram justamente o contrário. Que o rapaz autuado em flagrante teria efetuado a manobra, inclusive com uma moça na garupa, e enquanto ele estava empinando a moto ele atingiu o indivíduo que veio a óbito”, ressaltou o delegado.

A polícia afirmou que o evento foi organizado em parceria com o proprietário do Autódromo de Campo Grande. O diretor administrativo do local, Sandro Moura, disse que o Motor Sound Brasil ocorreu de forma legal e que havia socorristas de plantão no local.

“A gente aluga o Autódromo para o pessoal fazer o evento, mas era tudo legal. O pessoal tem que apresentar a papelada, tanto é que tinha ambulância, bombeiro, segurança no evento, como é sempre feito”, afirma Sandro.

Em fevereiro deste ano, um policial militar, de 33 anos, foi atropelado por um motociclista durante um evento na Avenida Afonso Pena, que também tinha sido organizado por Manolo.

“Um indivíduo que já tem histórico de acidentes graves em seus eventos e continua, não sabemos como, realizando esses eventos. Desta vez, infelizmente, essa falta de responsabilidade resultou diretamente na morte de um jovem de 20 anos”, disse o delegado.

O caso

Segundo o boletim de ocorrência, o jovem bateu em outra moto onde estava um casal, enquanto ambos faziam manobras, mas ainda não foi possível apontar quem ocasionou o acidente.

Os socorristas que estavam no evento atenderam a vítima, mas ele morreu a caminho do hospital, na BR-262. O casal que estava na outra moto também ficou ferido. Um deles foi levado para a UPA Coronel Antonino e o outro, em estado mais grave, para a Santa Casa de Campo Grande.

O boletim de ocorrência aponta que o evento “mesclava som automotivo, intensa bebedeira e pilotagem de motos com manobras, sem orientações em relação aos crimes de trânsito, sem uso de capacetes e sem fiscalizações”.

Testemunhas afirmaram que o evento ocorria em duas etapas: a primeira era onde se encontravam sons automotivos, e a segunda era realizada aos fundos, na pista, onde as motos faziam manobras. A polícia estima que estavam no local 2 mil pessoas e a entrada custava R$ 20 por pessoa e R$ 20 por veículo.

Quando a equipe policial estava chegando ao Autódromo, os policiais presenciaram vários veículos fugindo do local. Inclusive, um deles estava rebocando uma moto danificada, que parecia ter se envolvido no acidente.

Os agentes abordaram o carro e o motorista disse que estava levando a moto para entregar para a família do dono, a pedido do organizador do evento. Contudo, a polícia mandou o veículo retornar para o evento, para que fosse realizada perícia na motocicleta.

No entanto, enquanto os agentes ouviam testemunhas, o motorista que foi flagrado rebocando a moto fugiu do local.

O caso foi registrado na Depac-Cepol (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário), no Tiradentes.

Fonte: G1 MS

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