Produtor ouvido: “A dificuldade do agricultor é a falta de máquinas para fazer os cuidados necessários”
Jandaia Caetano/Tv Sobrinho –
Um local que foi bastante visitado na última década e que teve mudanças grandes nos últimos anos é a Cachoeirinha do Cachimbo, em Mundo Novo. A nossa reportagem constatou que o local passou por assoreamento, diminuindo o volume de água e o leito do rio (um afluente do Rio Viticuê).
A mudança rápida, em seis anos, impressiona. Segundo Rosângela de Oliveira e Raysa Almeida, o local ‘era maior’ e tinha um tronco que permitia atravessar de um lado para o outro. Agora, se atravessa tranquilamente, andando. O volume de água também diminuiu muito, diminuindo, também, o impacto visual e sensitivo das cachoeirinhas.
Um produtor que preferiu manter sigilo – e não é o proprietário da área – explicou que apesar das várias ações da Itaipu Binacional para se evitar o assoreamento, o que dificulta ações de preservações é falta de maquinários.
“Precisamos de máquinas, se não fazemos ações paliativas. O produtor até quer fazer um serviço melhor, controlar as erosões, mas com quatrocentos reais a hora/máquina não dá. Pela prefeitura cai bastante, cerca de R$ 120,00 a hora, mas mesmo assim fica difícil”, explicou o agricultor.
Controle de erosão, construção de caixas grandes próximos a APP (Área de Preservação Permanente) e ação nas cabeceiras das nascentes poderia diminuir o assoreamento. Outras ações como manutenção e plantios nas margens ciliares e impedir ação humana de jogar resíduos que chegam aos rios e lagos também contribui.
A vida útil de uma hidrelétrica como a Itaipu é de 200 anos. Este prazo pode ser reduzido ou aumentando dependendo das ações que diminuem o assoreamento do Lago de Itaipu. A hidrelétrica tem pouco mais de 40 anos.
Por esta razão, a Itaipu vem elevando o seu raio de ação e chegou a todos os 399 municípios do Paraná e a 35 do Mato Grosso do Sul. Tudo para diminuir a quantidade de ‘areia’ que ‘caminha’ para o Lago de Itaipu rumo a hidrelétrica.



