Rosildo Barcellos
É uma campanha anual e realizada mundialmente, com a intenção de
alertar a sociedade sobre a importância do diagnóstico precoce do câncer
de mama.
A mobilização visa também à disseminação de dados
preventivos e ressalta a importância de olhar com atenção para a saúde,
além de lutar por direitos como o atendimento médico e o suporte
emocional, garantindo um tratamento de qualidade.
Durante este mês é interessante observar e debater este tema, para encorajar mulheres a realizarem seus exames.
O conhecimento é fundamental para a prevenção,visto que nos estágios iniciais,a doença é
assintomática.
Não posso deixar de dizer que o câncer de mama é um tumor maligno.
Ele se desenvolve quando ocorre uma alteração de apenas alguns trechos
das moléculas de DNA, causando uma multiplicação das células anormais
que geram o cisto.
Desta forma, diagnosticar o câncer precocemente,
aumenta significantemente as chances de cura, 95% dos casos
identificados em estágio inicial têm possibilidade não evoluir
prejudicialmente.
Por isso, a mamografia é imprescindível, sendo o
principal método para o rastreamento da doença, e o autoexame da mama
é o pontapé inicial para qualquer análise.
De acordo com a Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) das 11,5
milhões de mamografias que deveriam ter sido realizadas no ano passado,
apenas 2,7 milhões foram feitas.
A diminuição acentuada do exame é um
fator de risco para milhares de mulheres e um alerta para a importância de
se falar sobre o assunto.
Por outro lado o movimento teve início no ano de
1990 em um evento chamado "Corrida pela cura" que aconteceu em Nova
Iorque, para arrecadar fundos para a pesquisa realizada pela instituição
Susan G. Komen Breast Cancer Foundation.
O evento ocorria sem que houvessem instituições públicas ou privadas envolvidas.
A medida em que cresceu, outubro foi instituído como o mês de conscientização nacional nos
Estados Unidos, até se espalhar para o resto do mundo.
A primeira ação no Brasil aconteceu em 2002, no parque Ibirapuera, em
São Paulo.
Com a iluminação cor-de-rosa do Obelisco Mausoléu ao
Soldado Constitucionalista.
A partir de 2008, iniciativas como essa
tornaram se cada vez mais frequentes.
Diversas entidades relacionadas ao
câncer passaram a iluminar prédios e monumentos, transmitindo a
mensagem: a prevenção é necessária.
Quero ressaltar ainda que o câncer de
mama é a principal causa de morte por câncer entre as mulheres no país e,
quando descoberto em estágio inicial, tem ampla condição de cura.
Os
números dos diagnósticos avançados da doença no Brasil no período de
2015 a 2021 equivalem a 42% dos casos.
Os casos avançados que
receberam os procedimentos de tratamento em 2020 atingiram 43% e, em
2021, 45% do total de casos de mulheres que receberam tais
procedimentos nos estágios 3 e 4.
No ano passado 45% das mulheres que fizeram quimioterapia para tratar
câncer de mama, receberam o diagnóstico em estágio avançado.
O percentual significa 157 mil casos em estágios 3 e 4.
Nas mesmas fases da
doença, mais de 28 mil brasileiras fizeram radioterapia para o câncer de
mama.
Outra informação interessante é que mais de 60% das mulheres
diagnosticadas começaram o tratamento após o prazo determinado na Lei
12.732/12, que é de até 60 dias a partir da confirmação do câncer.
Os dados mostram que, em 2020, o tempo médio ficou em 174 dias entre a
confirmação do diagnóstico e o início do primeiro tratamento.
Ou seja com os dados do DATASUS, as pessoas esperaram 114 dias a mais do que
o previsto na lei para iniciar o tratamento e isso certamente prejudica o
próprio desenrolar das ações de políticas públicas para o setor.
Destarte justamente por falar em políticas públicas este artigo foi feito para exaltar a
atividade inequívoca de um homem que eu conheci há trinta anos atrás
quando eu iniciava minha carreira de professor no ASE, Associação de
ensino, que hoje não existe mais e o reencontrei quando em julho recebi ao
seu lado o título de cidadão mirandense o que muito me honra.
Ele é o presidente da Casa de Apoio de Pacientes Com Câncer “Amigos do
Chitão”, seu nome nem tanto conhecido justamente como fazem os
gigantes de espírito: mostra suas obras e não seu nome.
Seu cartão de visitas são as 1500 pessoas atendidas pela associação.
Seu nome é Altmir
Abdias Juvêncio de Almeida, E ele entre uma e outra foto me
confidenciava: Enquanto há vida, há esperança.
Todos estamos sujeitos a
uma doença dessas, cruel.
É um trabalho que Deus me orienta a realizar, e
vou fazer até o último dia da minha vida”, afirmava..
A Associação conta ainda com uma casa de abrigo em Campo Grande,
onde são recebidos pacientes do interior que estão em tratamento na
Capital.
Além disso, ainda oferece assessoria jurídica aos que têm de
buscar na justiça seus direitos.
A Associação desenvolve o trabalho há
quase duas décadas, oferecendo também casa de apoio em Barretos (SP),
onde vários pacientes de Mato Grosso do Sul precisam buscar tratamento
por se tratar de centro de referência na área e, inclusive, quando não
conseguem o atendimento adequado no Estado.
Ao amigo Altmir e as
pessoas que se curaram e ainda vão se curar do câncer, ofereço este esse
artigo e este pequeno poemeto.
“Abdias, esteja certo que algumas pessoas
nunca precisei chamar de nada, nem de Doutor, nem de Senhor…apenas de
amigo. Porque olhamos o mundo da mesma forma.
Mas
independentemente disso, sempre foram e sempre serão especiais E é
assim contigo.
Olhando pra ti nem me sinto merecedor do título que
recebemos juntos. Mas quero afirmar o óbvio.
Não me deem fórmulas
certas, porque eu não espero acertar. Não me mostrem o que esperam de
mim, porque vou seguir meu coração!
Não me façam ser o que não sou,
não me convidem a ser igual, porque sinceramente sou diferente!
Não sei
amar as pessoas pela metade, não sei viver de talvez, eu vivo de acreditar
no próximo.
Eu vivo de diminuir o sofrimento de um outro ser vivente.
Tenho certeza que tu és destas pessoas gigantes pelo que fazem a cada dia.
Tu és destas pessoas que embora pareça ser a mesma é sempre maior a
cada pessoa curada.
Foram dezenas de noites perdidas, foram dezenas de
almoços beneficentes com toda a arrecadação voltada para quem precisava.
E tenho certeza que são poucas pessoas que podem dizer.
Ah voce quer me
empurrar deste penhasco?
E daí…eu sei voar!
Hoje eu sou a voz de agradecimento, destas 1500 pessoas que você já
ajudou. Muito Obrigado…mas desculpe dizer.
O tempo não para e a luta
continua! A (AAPC) foi fundada em 23/10/2014, com matriz na Rua
Mauricio de Nassau, 177, no Bairro Tijuca I, em Campo Grande.
Sem fins
lucrativos e de caráter beneficente, assistencial, promocional, recreativo e
educacional.
O próximo evento já está marcado para o dia 08/12 – Ralf em
Campo Grande.
*Articulista




