Polícia Civil prende grupo criminoso de travestis vindas do Amazonas

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Criminosas abordavam pessoas nas ruas, exigindo cartões bancários para efetuar transações e compras ilegais

 

Nesta terça-feira (18), a Polícia Civil realizou uma operação que resultou na prisão de quatro integrantes de uma quadrilha formada por travestis vindas do Estado do Amazonas.

O grupo agia em Campo Grande, abordando pessoas nas ruas, forçando-as a entregar cartões de banco para efetuar transações e compras ilegais.

A investigação teve início após uma vítima relatar um caso na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (DEPAC).

Um grupo de travestis teria entrado em seu veículo, ameaçando-a e exigindo seus cartões de crédito para realizar diversas transações fraudulentas.

A DERF assumiu o caso e, durante as investigações, encontrou outros boletins de ocorrência semelhantes, revelando o mesmo padrão de atuação do grupo.

As travestis abordavam pessoas nas ruas, com violência ou ameaças, e efetuavam transferências bancárias e compras com os cartões de crédito das vítimas.

Todas as transações eram direcionadas para contas bancárias específicas, incluindo uma relacionada a um lava-jato cujo CNPJ pertence a uma pessoa chamada W.A.M., que também se identificava como M.M. em redes sociais.

Durante a operação, a DERF prendeu quatro integrantes do grupo criminoso.

Foram apreendidas nove maquininhas de cartão de crédito e diversos objetos roubados.

As investigadas confessaram os crimes e revelaram que foram treinadas em Santa Catarina para praticar os roubos por meio das máquinas de cartão.

W.A.M. (conhecida como M.M.) admitiu ter criado uma pessoa jurídica com a finalidade exclusiva de cometer crimes, usando as máquinas de cartão vinculadas a essa empresa para receber os lucros das atividades ilegais.

O grupo operava abordando clientes para programas sexuais e, no momento do pagamento, exigia o uso do cartão de crédito, ameaçando as vítimas e subtraindo mais valores.

As vítimas eram escolhidas aleatoriamente, não importando se eram clientes ou não, e a maioria dos roubos ocorreu na Vila Progresso.

Além disso, as investigadas eram soropositivas e realizavam programas sexuais sem o uso de preservativo, o que levanta preocupações com possíveis transmissões de doenças.

A Polícia Civil alerta que outras vítimas podem existir e encoraja qualquer pessoa que tenha sido abordada pelo grupo a procurar assistência médica para exames.

As autoras podem ser responsabilizadas criminalmente também por esse fato.

Essa operação é um desdobramento de outra realizada em fevereiro, quando a DERF prendeu três travestis que também praticavam roubos na Capital.

Ao todo, seis travestis, todas do Amazonas, foram presas por virem ao Mato Grosso do Sul para cometer crimes.

A Polícia continua com as investigações para identificar outros membros do grupo e não descarta a possibilidade de existirem mais vítimas.

Odirley Deotti
Capital News

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