A Conmebol está investigando as confusões que marcaram a derrota de 2 a 1 do Santos para o Newell’s Old Boys, na noite da última terça-feira, pela quinta rodada da fase de grupos da Sul-Americana.
Além de cânticos contra o elenco e a diretoria, torcedores do Peixe atiraram algumas bombas no campo. Em meio aos protestos, os jogadores atrasaram a descida para os vestiários. Quando foram em direção a saída, os atletas foram fortemente vaiados e novas bombas foram arremessadas.
Conforme apurou a Gazeta Esportiva, a Conmebol pediu as imagens para levar ao tribunal e avaliar se haverá punições. Em média, o órgão leva até 48 horas para abrir um expediente disciplinar. Caso seja punido, o Santos pode levar uma multa de até 3 mil dólares (aproximadamente R$ 15 mil).
A entidade também está investigando o episódio de racismo na torcida do Newell’s. Um homem abriu a imagem de uma banana no celular e mostrou para torcedores alvinegros. Além disso, uma mulher, com uma criança no colo, fez gestos de macaco.
Segundo o Código Disciplinar da Conmebol, a multa para clubes “cujos torcedores insultarem ou atentarem contra a dignidade humana de outra pessoa ou grupo de pessoas, por qualquer meio” será de, pelo menos, 100 mil dólares (cerca de R$ 500 mil). Em caso de reincidência, o infrator poderá ser punido com multa de 400 mil dólares.
A Conmebol, aliás, realizou nesta terça-feira uma ação contra o racismo. “Que o racismo não ofusque o belo do futebol”, foi a mensagem divulgada nos jogos entre Nacional e Inter e River Plate e Fluminense, pela Libertadores. A mesma frase será exposta nos duelos Flamengo x Racing e Olímpia x Atlético Nacional, marcados para quinta-feira.
A entidade também realizou uma ativação que consistiu em cobrir a bola do dia do jogo com um pano acompanhado da frase “basta de racismo”, que simboliza o manto que o racismo coloca sobre o esporte que amamos.
“A Conmebol continua levantando a voz e lembrando a todos os envolvidos no esporte que a cor da pele, a raça, a etnia e os costumes não podem ser utilizados como desculpa para provocações. Qualquer comportamento que possa prejudicar a coexistência pacífica dos seres humanos é inaceitável. Nossas diferenças nos tornam únicos, e esse é o valor que devemos exaltar, sempre unidos pela mesma paixão em cada jogo, em cada gol, em cada abraço e comemoração, deixando claro que o futebol inclui, não separa“, disse Alejandro Domínguez, presidente da Conmebol.




