Conduta dos eleitos cabe ao Conselho de Ética da Câmara, disse subprocurador
A Procuradoria-Geral da República (PGR) defendeu neste sábado (28) que o Supremo Tribunal Federal (STF) arquive um pedido feito por um grupo de advogados para que o tribunal suspenda a posse e apure eventuais ações de deputados nos atos golpistas de 8 de janeiro.
De acordo com o subprocurador-geral da República, Carlos Frederico Santos, afirmou que a eventual análise da conduta dos parlamentares cabe ao Conselho de Ética da Câmara e que os advogados não apresentaram elementos que justifiquem abertura de inquérito contra uma parte dos deputados citados.
O pedido de suspensão da posse dos parlamentares foi feito pelos advogados do Grupo Prerrogativas e encaminhado à PGR pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Alexandre de Moraes.
Na lista de deputados citados, estão os sul-mato-grosseses Luiz Ovando (PP), Marcos Pollon (PL) e Rodolfo Nogueira (PL), eleitos para a Câmara Federal, e João Henrique Catan (PL) e Rafael Tavares (PRTB), para a Assembléia Legislativa.
Além deles, estão também Carlos Jordy (PL-RJ), Silvia Waiãpi (PL-AP), André Fernandes (PL-CE), Nikolas Ferreira (PL-MG), Sargento Rodrigues (PL-MG) e Walber Virgolino (PL-PB). A posse dos deputados está marcada para a próxima quarta-feira, 1º de fevereiro.
Atos em Brasília
Congresso Nacional, Planalto e STF (Supremo Tribunal Federal) foram invadidos por manifestantes apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que não aceitam o resultado das últimas eleições.
A invasão começou após a barreira formada por policiais militares na Esplanada dos Ministério, que estava fechada, ter sido rompida. O Congresso Nacional foi o primeiro a ser invadido, com os manifestantes ocupando a rampa e soltando foguetes. Depois eles quebraram vidro do Salão Negro do Congresso e danificaram o plenário da Casa.
De acordo com a lista divulgada pela Advocacia-Geral da União nesta quinta-feira (12), o empresário Adoilto Fernandes Coronel, de Maracaju, e a professora aposentada Solange Zanini, de Três Lagoas, estão entre os financiadores das manifestações.
A AGU pediu que a Justiça Federal do Distrito Federal bloqueie R$ 6,5 milhões em bens de 52 pessoas e sete empresas que financiaram o transporte dos envolvidos nos atos de terrorismo na Esplanada dos Ministérios.
Fonte- Capital News



