Governador de Mato Grosso do sul Eduardo Riedel (PSDB)
A construção da UFN-III, a fábrica de fertilizantes nitrogenados em Três Lagoas, será tema da conversa prevista para essa sexta-feira (27) entre o governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PSDB) e o Presidente da República, Luis Inácio Lula da Silva (PT), em Brasília.
A informação foi divulgada pela assessoria de comunicação do governo nessa quinta-feira (26) e dá conta de que os ministros Simone Tebet, de Planejamento e Orçamento, e Carlos Fávaro, da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, também deverão participar do encontro.
O assunto veio à tona logo após o anúncio da Petrobrás de que não iria vender a obra.
“Tem interesse direto para todo o Centro Oeste a produção de nitrogenado aqui da UNF-III. Então, é um assunto que eu tenho tratado diretamente com o Governo Federal e com a própria Petrobras. Assim que tiver a diretoria nomeada pelo Presidente Lula nós vamos ao Rio de Janeiro conversar com a diretoria da Petrobras”, afirmou Eduardo Riedel. A declaração foi feita à imprensa no fim da tarde de quarta-feira (25), após cerimônia de troca de comando da Polícia Militar.
Riedel disse acreditar que a construção da fábrica de fertilizantes nitrogenados em Três Lagoas será concluída pela estatal e que, o importante é a conclusão da obra e a entrada de operação da unidade.
“Temos que aguardar o posicionamento da Petrobras em relação à conclusão da UFN-III. A partir do momento que eles paralisaram o processo de venda nós estamos crendo, e é um desejo nosso, que a Petrobras assuma a obra para concluir a UFN-III e depois decida se vai vender ou operar o ativo. O mais importante para o Estado é que a UFN-III seja concluída e opere para gerar a produção de fertilizantes, gerar empregos não só para Mato Grosso do Sul, mas para todo o Centro-Oeste”.
“O indicativo da Petrobras hoje é que eles vão concluir. Com a paralisação da venda do ativo inconcluso eles estão dizendo: ‘olha, encerramos o processo de venda e agora a Petrobras assume o ativo novamente’. Estamos entendendo que agora o caminho é a construção por parte da própria Petrobras”, acrescentou.
Os próximos passos relacionados ao desinvestimento serão avaliados pela Petrobras, que comunicou o fato em nota.
A obra teve início em setembro de 2011, mas foi interrompida em dezembro de 2014, com avanço físico de cerca de 81%. Após concluída, a unidade terá capacidade projetada de produção de ureia e amônia de 3.600 toneladas/dia e 2.200 toneladas/dia, respectivamente.
Fonte: CapitalNews




