Celebrando a Vida Eterna

0
14
Divulgação/Arquivo Pessoal Paiva Netto

Dois de novembro é dia de celebrar a vida. Respeitamos o gesto dos que vão reverenciar os mortos, em visita a túmulos de parentes e amigos. Porém, acreditamos que a destinação de nosso Espírito, depois de se despedir do corpo físico, é muito superior. Por isso, convidamos todos a lembrar-se dos entes queridos com a natural saudade de sua companhia, mas sem tristeza e enviando-lhes, acima de tudo, vibrações de Amor Fraterno e Paz, porquanto, para alegria nossa, permanecem vivos. Aos que porventura se encontram desesperados pela perda de um familiar ou pessoa amiga, vislumbrando até no suicídio o alívio para suas dores, aproveito o ensejo para esclarecer: o suicida mata-se à procura da paz; todavia, depara com o maior tormento, algo pior que o nada, que, por sua vez, não existe, pois a vida não cessa.

Os mortos não morrem
Essa afirmação — os mortos não morrem —, que a toda a humanidade envolve, fiz colocar nos portais da Sala Egípcia do Templo da Boa Vontade (TBV), o monumento mais visitado da capital do Brasil, conforme dados oficiais da Secretaria de Turismo do Distrito Federal (Setur-DF).

Num improviso que proferi, na década de 1980, reiterei: a morte é um boato, consequentemente os mortos não morrem, incluídos os Irmãos ateus materialistas. Diminuir a relevância desse fato, que atinge de forma inexorável os seres humanos, seria negar a realidade. Você não é obrigado a acreditar na sobrevivência dos Espíritos nem que possam dirigir-se às criaturas terrestres, quando por Permissão Divina. Contudo, isso não significa que eles não existam ou estejam sentenciados à mudez.

Diz Jesus, no Seu Evangelho, segundo Marcos, 12:27: “Deus é Deus de vivos, não de mortos. Como não credes nisso, errais muito”.

Guardemos dos que partiram uma lembrança esclarecida, como no conselho do escritor e ativista norte-americano Ralph Chaplin (1887-1961): “Não lamente os mortos… Lamente a multidão, a multidão apática, os covardes e submissos, que veem a grande angústia e as iniquidades do mundo sem se atrever a falar”.

Os mortos, hoje, somos nós amanhã. Condenando-os ao “desaparecimento”, por força de nossa descrença ou medo de enfrentar a Verdade, poderemos “decretar” o mesmo destino para toda a gente, atrasando sua evolução, até que, com maior esforço, se descubra que o grande equívoco da humanidade é ainda crer que a morte seja o término de tudo.

Razão por que lhes trago, do poeta Alziro Zarur (1914-1979), saudoso Proclamador da Religião de Deus, do Cristo e do Espírito Santo, o ilustrativo e confortador “Poema do Imortalista”:

 

“Dois de novembro é um dia, na verdade,
“Rico em lições para quem sabe ver:
“A maior ilusão é a realidade,
“Já ensinava o excelente Paul Gibier.
 
“Os vivos (pseudovivos) levam flores
“E lágrimas aos mortos (pseudomortos);
“E os mortos se comovem ante as dores
“Dos vivos a trilhar caminhos tortos.
 
“Legítimos defuntos, na ignorância
“Desses espirituais, magnos assuntos,
“Parece que inda estão em plena infância,
“E vão homenagear falsos defuntos.
 
“Não é preciso ser muito sagaz
“Para sentir que a vida tem seus portos:
“Um dia, o Cristo disse a um bom rapaz
“‘Que os mortos enterrassem os seus mortos’.
 
“Amigos, por favor, não suponhais
“Que a morte seja o fim de nossa vida;
“A vida continua, não jungida
“Aos círculos das rotas celestiais.
 
“Os mortos não estão aí, cativos
“Nos túmulos que tendes ante vós:
“Os finados, agora, são os vivos;
“Finados, mais ou menos, somos nós”.

 

A morte não interrompe a vida. Na Terra ou no Céu da Terra, persistimos em trilhar a existência perene. Mas reforçamos nosso esclarecimento acerca do suicídio: essa consciência de Eternidade jamais pode ser vista como justificativa para ele. É uma ofensa ao Criador e à própria criatura.

Aos que descreem: concedam-se o cientificamente consagrado direito à dúvida. E se a vida não cessa com a morte, hein?

 

 

*José de Paiva Netto

Jornalista, radialista e escritor.

Artigo anteriorCaarapó se consagra em casa como grande campeã da 18ª Copa Assomasul
Próximo artigoO país não pode parar por ações criminosas de caminhoneiros

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui