“O estádio era para estar vazio, mas a gente vê que na maioria das vezes está cheio, tem uma certa pressão”, revelou Réver.
A declaração do experiente zagueiro do Atlético-MG, Réver, não é desculpa de perdedor. Esse é um trecho de uma entrevista logo após a derrota do Galo para o Fortaleza por 2 a 1, na Arena Castelão.
Essa resposta do jogador surgiu de uma pergunta feita pelo repórter de uma emissora que transmitia o jogo para Minas Gerais. E durante a partida foram mostradas imagens de supostos dirigentes de fato assistindo ao jogo. Ainda na transmissão, o repórter reforçou que cerca de 30 pessoas assistiam ao jogo no estádio.
Réver respondeu o que foi perguntado e na sequência exaltou a força e grande vitória do Fortaleza na continuação da entrevista. Eu separei apenas parte da entrevista, pois o que foi falado por Réver precisa ser levado a sério. A CBF e clubes da Série A decidiram juntos vetar à presença de público nos estádios, conforme previsto nos protocolos de prevenção à pandemia do novo coronavírus (covid-19).
Se a entrada de torcedor está proibida, os clubes não deveriam facilitar acesso de convidados, parentes, amigos e quem não deveria estar ali. O diretor de operação de jogo do Fortaleza, Tahin Fontenele, se defende. Ele disse para esse Blog que “o clube cumpre às diretrizes da CBF de liberar 42 pessoas em campo: jogadores, elenco, comissão técnica, presidente, dirigentes e dois mascotes”, disse Tahin.
Esse Blog também apurou com uma pessoa que estava na Arena Castelão, e que não quis se identificar, que o Fortaleza se sente menosprezado quando times do sul do país visitam o Ceará. Eles querem mandar no jogo e não admitem às reclamações de Rogério Ceni.
“A questão é que nossa diretoria vibra. O fisioterapeuta, fisiologista tem capacidade de incentivar, diferente de outros times, como aconteceu com o Inter e agora Atlético”, disse anonimamente.
O clima no duelo entre Fortaleza e Atlético ficou pesado com discussões entre comissões técnicas e jogadores. O auxiliar de Ceni foi expulso por ofensas ao árbitro, conforme relatado na súmula. Eduardo Sasha bateu boca com Ceni e Wellington Paulista com Sampaoli. O árbitro pediu respeito e teve dificuldade para segurar essas discussões. Sávio Pereira Sampaio distribuiu cartões amarelos para conter os ânimos.
Veja súmula do jogo entre Fortaleza 2 x 1 Atlético
O Fortaleza não usa DJ no estádio e até poderia pelas diretrizes da CBF. O clube prefere usar caixas de som com execuções do hino do clube.
“A nossa vibração é constante e por isso aparece mais nossa vibração”, diz Tahin. O dirigente do Fortaleza garante que o trabalho feito pela CBF é perfeito na fiscalização. “Só entra quem tem credencial”.
Mesmo assim, a CBF precisa ficar de olho e ver se os fiscais estão mesmo cumprindo a determinação à risca. Seria uma injustiça alguns terem acesso aos estádios por esquemas contrários à sua determinação.
Dizem por aí que já teve amigo de um jogador famoso assistindo jogo no Maracanã como se fosse vip.
Uma pena que o jeitinho brasileiro consiga driblar até protocolos considerados “rígidos”.
*o Blog solicitou uma nota para a CBF e até a publicação desse texto não obteve resposta. O jogador Réver, por intermédio da sua assessoria, não quis comentar o assunto.
Crédito da foto: assessoria Fortaleza
Fonte: FoxSports.com




