Chikungunya volta a avançar em MS e morte suspeita é investigada em Naviraí

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Mosquito Aedes aegypti. (Foto: Arquivo Midiamax)

Estado soma 12,8 mil casos prováveis e 31 mortes confirmadas; aumento de 136% nas notificações em outubro acende alerta para a circulação do vírus

Lethycia Anjos/MidiaMax –

Meses após a epidemia que provocou 31 mortes em Mato Grosso do Sul, os casos de chikungunya voltaram a subir no Estado, e uma nova morte está sob investigação. O óbito suspeito foi registrado em Naviraí, a cerca de 360 quilômetros de Campo Grande. Se confirmado, será a primeira morte pela doença no município em 2026.

Em todo Mato Grosso do Sul, são 12.890 casos prováveis de chikungunya e 31 mortes confirmadas. O coeficiente de incidência estadual é de 440,7 casos por 100 mil habitantes.

A nova morte suspeita acende um alerta em meio à retomada da circulação do vírus. Em outubro, os casos prováveis aumentaram 136% em Mato Grosso do Sul, enquanto o Brasil registrou queda de 11%, segundo dados do Ministério da Saúde.

Chuvas favorecem alta de casos

Atualmente, Naviraí contabiliza dez casos prováveis de chikungunya, com incidência de 18,9 notificações por 100 mil habitantes. Apesar do aumento, o município permanece na faixa de baixa incidência da doença, conforme os dados do monitoramento epidemiológico.

Os dados também mostram a distribuição dos casos de chikungunya por semana. O levantamento registra ocorrências ao longo do ano, com maior concentração nas primeiras semanas, especialmente na 10ª semana epidemiológica, quando foram contabilizados 11 casos.

O perfil dos pacientes aponta predominância de pessoas autodeclaradas pardas, que representam 70% dos casos prováveis. Brancos, pretos e pacientes sem informação de raça/cor correspondem a 10% cada. Não houve registros nas categorias amarela e indígena.

Na distribuição por sexo e idade, as mulheres aparecem em maior proporção nas faixas etárias de 50 a 59 anos (5,7%) e de 40 a 49 anos (3,8%). Entre os homens, os percentuais mais expressivos são de 1,9% nas faixas de 50 a 59, 40 a 49, 30 a 39 e 15 a 19 anos.

Além disso, Naviraí tem registrado volume expressivo de chuvas na região, fator que favorece a formação de criadouros do mosquito Aedes aegypti.

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