Mulher é presa após agredir filho e vizinha em Naviraí; criança apresentava lesões pelo corpo

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Reprodução

Polícia Militar foi acionada após moradores ouvirem pedidos de socorro; Conselho Tutelar assumiu o encaminhamento do menino, que vivia em residência com condições precárias de higiene

TaNaMidiaNavirai –

Na madrugada desta segunda-feira (12), por volta das 00h30, a Polícia Militar prendeu uma mulher de 26 anos acusada de agredir o próprio filho e uma vizinha em um conjunto de kitnets localizado na Rua Timburi, no bairro Residencial Ipê, em Naviraí. A ação ocorreu após denúncias de moradores que ouviram a criança pedindo socorro.

Segundo o registro policial, testemunhas relataram ter consumido bebida alcoólica com a mulher durante a tarde. Posteriormente já no período da noite, ela teria chegado ao local visivelmente alterada e sob efeito de entorpecentes, forçando o portão e gritando de forma desconexa.

Diante dos gritos da criança pedindo socorro durante a madrugada, uma vizinha interveio solicitando que a mulher abrisse a porta para retirar o menor.

Ao abrir, a autora passou a agredir fisicamente a vizinha, sendo necessária a ajuda de uma segunda moradora para conter a briga até a chegada da polícia. As testemunhas informaram que as agressões ao menino eram recorrentes e que a família já era acompanhada pelo Conselho Tutelar.

Com a chegada da Polícia Militar ao local, a mulher correu na direção da guarnição com os punhos cerrados e desobedeceu às ordens legais de parada. Na sequência, ela retornou para o interior da residência e correu em direção à pia da cozinha, onde havia facas e talheres. Diante do risco iminente de a suspeita se armar, a equipe utilizou um dispositivo elétrico incapacitante (Taser) para contê-la com segurança.

A criança foi resgatada amparada pelas vizinhas, apresentando lesões visíveis no pescoço, rosto, braços, pernas e tronco. Os policiais registraram ainda que a residência se encontrava em estado de extrema insalubridade, com severo acúmulo de lixo e restos de comida em putrefação, configurando grave risco à saúde do menor.

O Corpo de Bombeiros foi acionado para o atendimento pré-hospitalar e o Conselho Tutelar assumiu o encaminhamento da criança, aplicando as medidas de proteção cabíveis. A autora foi levada ao hospital municipal para avaliação médica e, após liberação, conduzida à 1ª Delegacia de Polícia Civil.

Na delegacia, a suspeita passou a ameaçar de morte os policiais envolvidos na ocorrência e afirmou repetidamente que, se fosse liberada, mataria o próprio filho, pois ele seria “um demônio na terra”. Ela foi autuada em flagrante pelos crimes de desobediência, lesão corporal dolosa (no âmbito da violência doméstica), ameaça e maus-tratos qualificados (praticados contra pessoa menor de 14 anos).

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