PM prende indígena após nova ocupação em fazenda de Amambai

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TanaMidiaNavirai –

A Polícia Militar confirmou a prisão de um indígena ainda não identificado na tarde de ontem, quarta-feira (17) durante ação para retirada de ocupantes da Fazenda Limoeiro, em Amambai. Segundo a corporação, o grupo entrou na propriedade rural durante a madrugada, causou danos na área e permaneceu no local mesmo após tentativas de negociação conduzidas por órgãos federais.

Em nota divulgada à imprensa, a PM informou que foi acionada pelo proprietário da fazenda após o registro de boletim de ocorrência relatando a ocupação da área por cerca de 30 indígenas. Conforme a corporação, equipes foram enviadas ao local para atender a ocorrência e “restaurar a ordem pública e garantir a segurança de pessoas e propriedades na localidade”.

Ainda de acordo com a polícia, além da ocupação da propriedade, houve danos na estrutura da fazenda. Um dos envolvidos foi preso e encaminhado à delegacia. A nota não detalha quais prejuízos foram registrados nem informa a identidade do detido.

A nota também informa que representantes do Ministério dos Povos Indígenas, da Funai e da Força Nacional estiveram no local, mas não conseguiram convencer os ocupantes a deixar a área de forma voluntária. Segundo a corporação, os órgãos “não tiveram sucesso na condução das conversas para que os invasores se retirassem de forma ordeira”.

A polícia acrescentou que episódios semelhantes têm ocorrido com frequência na região nos últimos meses e exigido mobilização constante das forças de segurança. Por fim, afirmou que mantém atuação baseada na legalidade e na proporcionalidade, destacando o compromisso com “a manutenção da ordem pública e o cumprimento das normas legais”.

A PM não comentou o uso de bombas e munições de impacto na nota encaminhada à imprensa. A corporação afirmou apenas que atuou para garantir a ordem pública, a segurança das pessoas e a preservação do patrimônio.

Entenda – A Fazenda Limoeiro fica próxima à Aldeia Limão Verde e é alvo de disputa envolvendo indígenas guarani e kaiowá. O grupo reivindica a área como parte do território tradicional Tekoha Tapykora Korá, inserido na Terra Indígena Iguatemipeguá II.

Mais cedo, indígenas relataram que foram alvo de uma ação policial com uso de bombas de efeito moral, gás lacrimogêneo e disparos de balas de borracha durante a retirada do grupo. As informações foram divulgadas pelo Cimi (Conselho Indigenista Missionário), que publicou vídeos da operação.

Segundo os relatos, equipes policiais avançaram sobre a área entre 15h e 16h, o que provocou a saída de famílias para regiões próximas, entre elas a Aldeia Limão Verde. Nas imagens divulgadas pela entidade é possível ouvir disparos e observar a fumaça provocada pelo lançamento de artefatos de dispersão.

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