Comunicação/Senador Sérgio Moro –
O senador e pré-candidato ao Governo do Paraná pelo PL, Sergio Moro, afirmou na última quinta-feira (28) que a decisão do governo do presidente Donald Trump de classificar o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o Comando Vermelho como organizações terroristas representa uma “vitória diplomática para o Brasil” e pode fortalecer o combate ao crime organizado.
Segundo Moro, a medida anunciada pelos Estados Unidos permitirá maior rigor internacional contra as facções criminosas, especialmente na cooperação para bloqueio de bens e recursos financeiros mantidos no exterior.
“Essa classificação vai ter um impacto principalmente na facilitação do congelamento dos ativos, ou seja, dos bens dessas organizações terroristas que muitas vezes são mantidas no exterior. A utilização da nomenclatura terrorista abre as portas para a cooperação internacional e também para que esses ativos sejam bloqueados mais rapidamente”, afirmou.
O parlamentar também elogiou a atuação do senador Flávio Bolsonaro durante a visita aos Estados Unidos e atribuiu a ele papel importante na articulação da medida.
“Uma vitória diplomática para o Brasil e foi conduzida pelo pré-candidato Flávio Bolsonaro nessa visita. Importante primeiro tratar essas organizações criminosas como de fato são, praticam atos de terror, domínio territorial no Brasil”, disse Moro.
O governo americano anunciou que PCC e Comando Vermelho passarão a integrar a lista de “Organizações Terroristas Estrangeiras” e também de “Terroristas Globais Especialmente Designados”. A medida deve entrar em vigor em 5 de junho e permitirá sanções financeiras, bloqueio de bens e punições contra pessoas ou empresas que mantenham relações com as facções.
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou que os grupos representam ameaça à segurança regional e possuem atuação internacional ligada ao narcotráfico e à violência armada.
Para Moro, o Brasil deveria adotar postura semelhante no enfrentamento ao crime organizado.
“Esse rigor que vem do governo americano, quem sabe nós possamos copiar também no Brasil para que, enfim, possamos vencer essa grande ameaça ao nosso país e ao risco dessas organizações poderosas como o PCC e o Comando Vermelho. Mas nenhuma organização criminosa é maior do que o Brasil”, declarou.
O senador também rebateu críticas sobre eventual interferência internacional na soberania brasileira.
“Tem gente aí com medo da soberania do Brasil ser afetada, mas qual soberania? Nós queremos proteger essas organizações terroristas? Não, não tem nada disso. Do ponto de vista internacional, isso vai facilitar principalmente que elas sejam tratadas com mais vigor”, concluiu.
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