Alexandre Curi defende novo modelo de indicação de ministros do STF e regras mais rígidas para atuação da corte

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Foto: Comunicação/Gabinete Alexandre Curi

Comunicação/Gabinete Alexandre Curi –

O deputado Alexandre Curi (Republicanos) defendeu mudanças no modelo de indicação de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e afirmou que o país precisa discutir mecanismos de fiscalização externa e regras mais rígidas para a atuação da Corte. As declarações foram feitas em entrevista para a Jovem Pan News, na tarde de terça-feira (12), na qual o parlamentar também confirmou sua pré-candidatura ao Senado Federal.

Segundo Curi, o atual sistema de escolha dos ministros do STF concentra excessiva influência política e precisa passar por aperfeiçoamentos institucionais. O deputado defendeu maior presença de magistrados de carreira e citou o modelo de escolha do Tribunal de Justiça do Paraná, com a maior parte dos desembargadores oriundos da magistratura, mas com a presença de membros indicados pela OAB e Ministério Público.

O deputado também defendeu a criação de um Código de Ética específico para a Suprema Corte, com regras que impeçam atuação de parentes no tribunal e a adoção de quarentena para ministros após a aposentadoria.

“O Brasil precisa discutir um modelo mais transparente, com mais equilíbrio institucional e mecanismos claros de controle. O Supremo exerce um papel fundamental, mas nenhuma instituição pode estar acima de qualquer tipo de fiscalização”, afirmou.

O parlamentar também declarou ser favorável à abertura de processos de impeachment de ministros do STF quando houver provas concretas de irregularidades ou conflitos de interesse. Curi criticou decisões monocráticas que suspendem leis aprovadas pelo Congresso Nacional e apontou a necessidade de maior previsibilidade jurídica e respeito à independência dos poderes.

Posições claras – Alexandre Curi reafirmou suas posições ligadas à defesa da liberdade econômica, da família e de uma educação “sem viés ideológico”, e ressaltou que não pretende transformar a disputa eleitoral em um ambiente de radicalização política.

“Tenho posições claras, mas não vou trabalhar alimentando polarização. O Paraná e o Brasil precisam de diálogo e de equilíbrio para construir soluções baseadas em políticas públicas”, disse.

O deputado reforçou que aceitou disputar a vaga após uma convocação do governador Ratinho Junior e disse que sua prioridade será ampliar a representatividade do Paraná em Brasília. Segundo ele, o Estado precisa de senadores mais presente nas cidades, e mais atuantes nas pautas locais e na defesa de obras estruturantes que envolvem recursos federais.

Entre os projetos citados pelo deputado estão a nova ligação entre Paraná e Mato Grosso do Sul, o contorno ferroviário de Curitiba e melhorias logísticas ligadas ao Porto de Paranaguá.

“O Paraná precisa ter representação forte no Senado para defender infraestrutura, investimentos e desenvolvimento regional”, afirmou Alexandre Curi, ressaltando o perfil resolutivo que marca sua vida pública.

Curi também destacou resultados da sua gestão na presidência da Assembleia Legislativa, que se tornou a mais transparente do Brasil, com índice de 100%. Segundo ele, desde 2020 a Casa economizou cerca de R$ 4 bilhões, recursos destinados a investimentos em creches, hospitais, pavimentação urbana e obras em municípios paranaenses.

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