Você precisa se lembrar da sua própria finitude

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Foto: Carina Yano/Tv Sobrinho

Carina Yano/Tv Sobrinho –

Não é o Dia de Finados, mas é um dia marcante para a população de Mundo Novo.

Nesta sexta-feira (20), perdemos o farmacêutico José E. da Silva, mais conhecido como Zezinho da Farmácia. Um pioneiro do município ajudando pessoas a mais de 50 anos. Para alguns, ele era considerado até um médico.

Curioso né? Alguém que ajudou tanta gente através de medicamentos, mas também foi alguém que precisou de ajuda nesse momento da vida. Todos nós precisamos uns dos outros.

A maioria de nós evita pensar na morte por inúmeros motivos: negação, medo, ou “isso vai demorar para acontecer comigo”, “tenho muitos anos de vida ainda”.

A vida é imprevisível e acho que ninguém entendeu o mistério da morte. Apesar de ter inúmeras crenças em torno dela e relatos, ainda imagino que a nossa compreensão a respeito ainda é muito limitada.

É necessário pensar sobre a morte, mas não só pensar. Acredito que seja necessário imaginar ela até sentir na pele. Eu sei, é muito estranho e absurdo saber que uma hora nós vamos partir. Parece surreal né? Mas acontece todos os dias.

Alguém que perde seu gatinho de muitos anos, um avô que parte após uma luta contra uma doença rara, um jovem que foi atropelado de repente, uma pessoa que não aguentou a cirurgia ou que apenas partiu dormindo. Tantas situações e possibilidades que podem ocorrer com qualquer um. Repito. Com qualquer um!

Lembrar da própria finitude é um exercício de consciência, humildade e renovação no próprio olhar diante da existência. A verdade é que somos instantes diante da imensidão da vida.

Não quer dizer que somos insignificantes. Significa que é quase uma obrigação fazer o melhor que podemos com esse presente de estar vivo.

A morte é a entidade mais democrática que existe. Ela abafa todo o ruído que o ego causa e sobra apenas o essencial. Existe uma grandeza e uma elegância na morte, na qual ela nos ensina como ser mais humano, mais simples e mais grato.

Eu entendo, as vezes é difícil aceitar. Aceitar que nós vamos um dia e que perdemos pessoas que amamos e até mesmo animais. Já tive inúmeras perdas e já vi a morte de perto. É muito assustador, mas faz parte da condição humana.

A real é que não tem o que fazer sobre isso. Precisamos de forma natural nos conectar com o estoicismo e aceitar aquilo que não temos nenhum controle. Não tem como prever.

Uma vez ouvi dizer que o amor é a força mais poderosa que existe. Acho que nesses momentos, o amor pode ser uma fonte de conforto e calma. O amor pelas pessoas ao redor, por uma planta, pelos animais, pelos momentos simples, por um abraço, por nós mesmos e principalmente amor pela vida.

Ninguém disse que seria fácil, mas é necessário sentir a dor. E talvez a melhor forma de atravessar isso é através dos afetos.

A expressão ‘Memento Mori’, que em latim significa ‘lembre-se que você vai morrer um dia’, e que passou pela Roma e por inúmeros lugares por séculos, não é apenas sombria, é um verdadeiro convite a refletir sobre a fragilidade da vida e a vive-la com mais propósito e significado.

O que você precisa fazer que anda adiando? O que está esperando? Examine a forma como você está usando o seu tempo. O que realmente importa?

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