Ministério autoriza R$ 143,8 milhões em financiamentos para Sanesul

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Estrtutura para atender Dourados, incluindo as aldeias Jaguapiru e Bororó (Foto: divulgação / Sanesul)

Recursos serão aplicados em obras pelo Novo Programa de Aceleração do Crescimento e Avançar Cidades

Viviane Oliveira/Campo Grande News –

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, autorizou a concessão de garantia da União para três operações de crédito que somam R$ 143,8 milhões destinadas à Sanesul (Empresa de Saneamento de Mato Grosso do Sul). Os despachos foram publicados em 12 de fevereiro e divulgados nesta quarta-feira (18) no Diário Oficial da União.

Os financiamentos serão firmados entre a Sanesul e a Caixa Econômica Federal para viabilizar investimentos em obras de saneamento básico em Mato Grosso do Sul.

Do total autorizado, R$ 63.606.167,26 serão destinados a intervenções no âmbito do Novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). Outros R$ 26.882.387,37 também integram o Novo PAC, na modalidade Saneamento Para Todos. Já a terceira operação, no valor de R$ 53.311.575,62, está vinculada ao programa Avançar Cidades – Saneamento Para Todos.

No mês passado, a Sanesul anunciou um pacote de obras e investimentos na região da Grande Dourados que, somados ao contrato para implantação do sistema de abastecimento nas aldeias indígenas, ultrapassa R$ 140 milhões.

Um dos principais eixos do pacote é o projeto voltado às aldeias Bororó e Jaguapiru, com a proposta de encerrar décadas de desabastecimento. A falta de água na Reserva Indígena de Dourados é um problema histórico e recorrente, que já ganhou repercussão negativa na imprensa nacional e internacional.

Além dos investimentos em água e esgoto, o pacote prevê mais de R$ 4 milhões para infraestrutura urbana, incluindo a assinatura da ordem de serviço para pavimentação asfáltica no Jardim Pelicano e em parte do Canaã. Também está prevista a entrega do novo escritório da empresa em Vila Vargas.

Na reserva indígena, famílias ainda precisam buscar água longe de casa, dependem de caminhões-pipa e armazenam o recurso em recipientes improvisados. A situação já gerou riscos à saúde e mobilizações frequentes da comunidade. A reportagem entrou em contato com a Sanesul para saber quando as obras devem começar e obter mais informações, e aguarda posicionamento.

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